Petrobrás: Castello Branco assume e promete desmonte total Fernando Fraz  o Ag  ncia Brasil

Petrobrás: Castello Branco assume e promete desmonte total

Já dizendo a que veio e se mostrando partidário convicto das privatizações, Roberto Castello Branco, em sua posse como presidente da Petrobrás, na quinta-feira (3), defendeu em discurso a entrega de setores da empresa. Após ser indicado, em novembro de 2018, o economista afirmou que o plano é acelerar a exploração do Pré-Sal e vender empresas vinculadas à companhia. Segundo Castello Branco, a expectativa é que a Petrobrás dê sequência à venda de negócios que não estão ligados à sua atividade principal, que seria focada na exploração e produção de petróleo, configurando assim, o governo de Jair Bolsonaro, em mais um lesa-pátria, entreguista que pretende desmantelar a integração dos negócios da Petrobrás. O que de fato, é bom negócio para a concorrência.

A cerimônia de posse contou com a presença do staff Chicago Boy, comandado por Paulo Guedes, ministro da Economia do novo governo, e contou ainda com a presença do governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que já anunciou a pretensão de criar uma “Guantánamo” no Estado, além do ministro de Minas e Energia, o almirante Bento Albuquerque.

Para desgosto de Castello Branco, há uma decisão liminar do STF que estabelece que vendas de subsidiárias controladas por estatais sejam aprovadas, previamente, pelo Congresso. Ainda, em 20 de dezembro de 2018, o ministro Marco Aurélio Melo, tornou sem efeito o decreto 9355/2018 que buscava legalizar a venda de refinarias, empresas subsidiárias da Petrobrás e de campos do Pré-Sal sem licitação.

Vale lembrar que a FNP participa ativamente da luta contra o processo de desmonte da Petrobrás no movimento “O Petróleo é do Brasil”, e apoia a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que barra as vendas de ativos da Petrobrás.

E para mais desgosto da categoria, além de ter a intenção de desmantelar a Petrobrás, Castello Branco, já havia dado declarações para justificar sua saída do CA da empresa, ainda no governo Dilma, alegando que discordava das vantagens e benefícios, e do padrão salarial dos petroleiros.

Preparem-se para defender à Petrobrás e os seus direitos! Essa é uma luta combinada.

 

Versão do impresso Boletim CIII

 

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