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Greve nacional dos petroleiros

TABG, CENPES E ANGRA ELEVAM A MORAL DA CATEGORIA

Os petroleiros, em todo o Brasil, deram uma resposta à altura para a direção da Petrobrás. A paralisação de oito horas, aprovada esta sexta, 3, aconteceu em várias unidades da companhia.

TABG No Rio de Janeiro, o TABG (Terminal Aquaviário da Baía de Guanabara) parou por oito horas, com participação de 80% do turno e da manutenção. No TABG não houve emissão de “PT” (permissão de trabalho)  e vários trabalhadores de empreiteiras foram liberados por causa disso.

O companheirismo e a solidariedade predominaram no TABG: não houve troca no turno das 7h de hoje e os operadores que estavam dentro das duas ilhas (Redonda e D’água) decidiram usar o dinheiro da dobra para ressarcir os descontos das horas paradas dos que ficaram do lado de fora. No administrativo, a participação também foi bastante expressiva. Havia ônibus que chegavam com apenas um passageiro, porque a maior parte dos usuários preferiu ficar em casa.
No Cenpes, a participação foi muito boa, principalmente com o pessoal de turno. Foi realizada passeata no Centro de Pesquisas. Em Angra também houve a adesão dos trabalhadores aos protestos.

Mas a participação foi fraca nas demais unidades, principalmente na sede, apesar da presença dos diretores do Sindipetro, em todas as bases administrativas, na entrada do expediente, com carro de som, faixas e adesivos de campanha. Outro fato que deve ser registrado, para nossa reflexão, é que a cada momento somos surpreendidos pela criação de uma nova base no centro do Rio. O desafio que temos pela frente é discutir formas de mobilização que consigam incluir toda a categoria na luta.

De qualquer forma, grande parte da categoria deu o seu recado à direção da empresa. A mobilização da categoria nesta sexta, 3, mostrou que os petroleiros não estão de brincadeira. Queremos a reposição das perdas, aumento real, produtividade, periculosidade para valer. AMS para os aposentados da Transpetro, extensão do abono pago aos gerentes, consultores, supervisores e coordenadores  para toda a categoria.

Não vamos aceitar nenhum tipo de discriminação entre os petroleiros, seja através dos abonos exclusivos para o pessoal da ativa ou da fraude salarial que é praticada contra os aposentados há 15 anos. Vamos aumentar a pressão! Só quem luta conquista!

 
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Campanha Reivindicatória do ACT Sistema Petrobrás Imprimir E-mail
 

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FORA DIEGO!

O Sindipetro- RJ, em  25/10/07 fez o enterro do Gerente de Recursos Humanos da Petrobrás, Sr Diego Hernandez, em frente à sede da empresa. A categoria sepultava simbolicamente a política de recursos humanos da companhia que,  nos coloca como “mendigos da indústria do petróleo” destinando à folha de pagamento míseros 3% do faturamento, menos da metade do que gasta as concorrentes.

 

Diego ataca dois pilares fundamentais de sustentação da relação entre a empresa e os petroleiros: o Plano Petros (previdência complementar) e a AMS (assistência médica). Em conluio explícito e numa relação promíscua com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o RH caminha em passos largos para sua empreitada. Nós que pensávamos enterrá-lo, fomos levados para o buraco.

Os aposentados, apostavam, que com a chegada de Lula á presidência em 2003 acabaria a discriminação iniciada por FHC, mais se enganaram. Já amargam o 14º ano de desrespeito ao seu contrato, que lhes garantem receber até 90% do que ganhariam se estivessem na ativa. O RH apresentou mais uma vez proposta que discrimina os aposentados e ainda assim a FUP já indicou para as assembléias a aceitação.

Diego e a FUP, propõem a reabertura da repactuação para novas adesões no ACT desrespeitando a lei que garante nesse tipo de relação o direito de os mantenedores também desrepactuarem. Coagir a categoria a aprovar no acordo coletivo a abertura da repactuação, coisas distintas, é um absurdo.  Diego e a FUP tentaram reabrir a repactuação na eleição da Petros e foram fragorosamente derrotados pela categoria.

E na AMS,  o RH propõe aumentar o valor pago aos profissionais de medicina. O aumento desse desconto aliado aos 4,36% merreca que vai indexar ao nosso salário básico, leva a categoria a pensar em abandonar a AMS, como sonha o RH. “O primeiro” a pedir para desembarcar da AMS e buscar um outro Plano do mercado serão os aposentados que vão receber só 4,36% de reajuste e mais nada e ainda vão pagar mais pela AMS.

 

E nada de colocar nossos pais na AMS e permitir o plano para os aposentados da Transpetro. Diego ainda propõe carência de 10 anos para os petroleiros pós 2010 terem direito a AMS na aposentadoria.

O RH, num gesto de “bondade”, propôs a abertura para 2010 do plano Petros 2 para os companheiros da Transpetro. Esse Plano, o Petros 2, não garante a aposentadoria de ninguém. Diferente do Plano Petros cujo garantidor é a Petrobrás e na adesão sabemos quanto pagamos e quanto vamos receber. No Petros 2,  além de o mantenedor ser o próprio garantidor,  sabemos quanto vamos pagar. O quanto vamos receber vai depender da valorização das aplicações. Defendemos que os companheiros entrem no Plano Petros 2 para estabelecerem ligação a um plano, sem ter que no futuro pagar jóias caríssimas impostos pela Petros.

Mesmos  sendo um acordo rebaixado a FUP propõe validade nas cláusulas sociais por 2 (dois) anos.  Será que já está tudo resolvido nas cláusulas sociais?

A FNP luta na justiça para acabar com a repactuação e abrirmos o Plano Petros para que a categoria tenha a oportunidade de, pelo menos, optar pelo Plano Petros, o de melhor concepção previdenciária do planeta, e por isso tem que ser fechado como fizeram com a da Enrom, a maior empresa americana de energia e outras da Europa que gerou perdas irreparáveis para os trabalhadores, principalmente aposentados e pensionistas. Diego cumpre a orientação da bolsa de Nova York, onde estão cerca de 40% das ações da Petrobrás. No passado, derrotamos o Plano Petrobrás Vida, similar a Repactuação e a FUP estava do nosso lado. Foram cooptados, só não sabemos a troco de quê?

Mais do que nunca temos que exigir o “Fora Diego”. Não pelas inúmeras denúncias veiculadas pela grande imprensa, que julga e condena pessoas sem dar direito à defesa. Diego tem que sair do RH porque não reúne qualidades morais para ser gerente da Petrobrás. Escreveu em documentos oficiais e falou em vários auditórios da empresa que só implementaria a repactuação com 95% de adesão. Só conseguiu 52,8% e,  a pedido da FUP,  mudou as regras do jogo unilateralmente. Não devolveu as adesões daqueles que acreditaram na implementação somente com alcance da meta de 95%,  o que faria qualquer gestor honesto. E validou o processo. Estamos falando de mudanças nas regras de aposentadoria de trabalhadores da maior empresa do Brasil. Diego agiu de forma leviana,  iludindo os petroleiros em conluio com a FUP e,  por isso,  tem que sair. Até porque Diego com apoio da FUP não desiste de seu plano nefasto de destruir o Plano Petros e a AMS como querem os acionistas.

Fora Diego!


Última atualização : 11/12/09 23:38

   
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