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Petrobrás não apresenta nova proposta

Reunião convocada pelo RH era apenas para pedir o fim da Corrente da Justiça. Tentativa de desmobilizar categoria não funciona e acorrentados propõe discutir a transformação do movimento em greve de fome ou novo “peladaço”. Novas assembléias a partir de terça (31)

Apesar de terem enviado ofício ao Sindipetro–RJ (RH/AMB/RTS-50082/2010, de 24/08/10) dizendo “na busca de entendimentos para a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho 2010, estamos agendando nova reunião para o dia (...) Ressaltamos que este ano serão discutidas somente as cláusulas econômicas com vigência até 31 de agosto de 2010 (...)”, texto quase igual ao anterior quando foi apresentada a proposta da empresa, o gerente de RH da Petrobrás, Diego Hernandes, explicou logo no início da reunião que o convite ao sindicato era para “indicar a suspensão do movimento”. Os diretores do Sindipetro-RJ protestaram pelo convite enganoso, que levou à suspensão das assembléias, mas apresentaram condições para a imediata suspensão do acorrentamento de trabalhadores na porta do Edise, que completa hoje 17 dias.

Emanuel Cancela  falou sobre a revolta da categoria em todo o país, não só no Rio, e lembrou que um grupo de aposentados iria reforçar a Corrente no dia anterior, mas foram barrados pela segurança da empresa: “está se espalhando o sentimento de que alguma coisa precisa ser feita e se a empresa não apresentar nada, o movimento só vai crescer”.

Diretores do Sindipetro-RJ reivindicaram uma solução para a discriminação com os aposentados, a extensão do reajuste de 29% concedido aos executivos para toda a cate goria, o pagamento da “Periculosidade para valer” e o reenquadramento de algumas funções no PCAC, que prejudicou diversas categorias, algumas com perdas de até três níveis, entre outros pontos. Também foi questionada a exclusividade do abono aos executivos. Da mesma forma que conseguiu garantir o abono de 60% para gerentes, consultores, coordenadores e supervisores, poderia conceder abono aos aposentados e pensionistas.

E protestaram por terem que recorrer à Justiça por questões humanitárias, como garantir a AMS para uma aposentada que descobriu um câncer, mas teve negado seu atendimento pela empresa (ler Surgente 1189).

Diego respondeu que os aposentados não têm mais relação com a empresa, apenas com a Petros, esquecendo que foram estes trabalhadores que construíram a história de sucesso da Petrobrás, particularmente pelas próprias características do setor petróleo, com retorno de investimentos e ações no longo prazo.

Também foi denunciado que há muito tempo o sindicato tenta agendar uma reunião para conversar sobre a situação da AMS dos ex-Braspetro, sem nenhum retorno da gerência de RH.

Ao final da reunião, foi perguntado se a empresa não teria nada a oferecer em relação a qualquer um dos demais pontos apresentados, e a resposta foi de que “não, mas a conversa serviu para escutar as suas ponderações”. Como se já não soubessem.
 
Greve de fome - Os participantes da Corrente da Justiça realizaram reunião logo após o encontro com representantes da empresa e decidiram que vão debater a transformação da mobilização em greve de fome ou um novo “peladaço” para chamar a atenção para a situação dos aposentados da empresa, caso não seja apresentada nova proposta que atenda, ainda que em parte, as propostas apresentadas pelos petroleiros.

O Sindipetro-RJ convoca a categoria a participar do revesamento da Corrente da Justiça e a assinar o livro de apoio na porta do Edise.
 
Assembléias – De 31 de agosto, até o dia 2 de setembro acontecem as assembléias que vão discutir a proposta de greve nacional da categoria a partir do dia 3 ou uma nova proposta, caso ainda seja apresentada. O calendário completo será divulgado na segunda, dia 30.

BANDEIRA DOS PETROLEIROS NA LUTA PRA VALER

  • Periculosidade pra valer
  • Reajuste salarial
  • Pagamento das perdas salariais
  • Correção no PCAC
  • Aumento Real
  • Contra as discriminações
  • AMS para aposentados da Transpetro

Assembléia sobre desrepactuação

O Sindipetro-RJ convoca assembléia para dia 31 de agosto, às 17h, para discutir a desrepactuação da Petros. Para o encontro foram convidados os conselheiros da Petros. O conselheiro fiscal Silvio Sinedino confirmou presença. Advogados do Sindipetro-RJ e de outros sindicatos também estarão presentes.
Muitos trabalhadores que repactuaram porque caíram no conto da Petros e não acreditaram que teriam perdas, já se arrependeram. Se for este o seu caso, não deixe de comparecer. O encontro será no auditório do Sindipetro-RJ.


 
INÍCIO
Editorial: Junte-se à Corrente de Justiça!
 

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Os diretores do Sindipetro-RJ e os companheiros da base, acorrentados há oito dias na porta do Edise, vão continuar o protesto, por tempo indeterminado, e conclamam todos os petroleiros  da ativa a dar um basta na covardia que a direção da Petrobrás pratica, desde o governo FHC, contra aposentados e pensionistas.

O RH já demonstrou sua falta de sensibilidade, em vários momentos. Além de massacrar os idosos, joga os ativos contra os aposentados, com sua política maquiavélica. Pena que alguns, de forma equivocada, acabam entrando no jogo do RH. Em recente campanha salarial, numa assembléia  de aposentados realizada aqui no Rio, com mais de 500 presentes, tentaram aprovar a primeira proposta apresentada pela empresa, “para dar o troco aos companheiros da ativa”. Naquele momento, seria uma pá de cal na campanha, já que essa era a última assembléia e não haveria  mais como reverter o resultado. Felizmente, os próprios aposentados decidiram, por maioria, dizer não a esse encaminhamento.

Também não estamos pregando que sejamos piedosos com os idosos. Os aposentados merecem respeito! A Petrobrás só é o que é graças aos aposentados, homens e mulheres que dedicaram os melhores anos da suas vidas para construir aquela que é a quarta empresa de energia do mundo.

Hitler precisava de seus soldados e oficiais nazistas para executar homens, mulheres e crianças nos campos de concentração. Sozinho, ele não conseguiria fazer o que fez. Da mesma forma, sozinho o RH não conseguirá impor seu plano maquiavélico. O RH precisa do seu voto nas assembléias para manter a discriminação contra aqueles que gastaram a maior parte de suas energias no desafio de transformar a Petrobrás num gigante.

A Petrobrás lucrou, só no último semestre, R$16,21 bilhões. Nesse período, reajustou em 29% os salários do presidente da companhia e de seus diretores. Até agora já concedeu 60% de abono aos gerentes, consultores, supervisores e coordenadores. Criticamos é a falta de transparência e queremos que esses benefícios sejam estendidos a todos! Basta de discriminação!

O RH faz isso para jogar a base contra os gerentes e vice-versa. Não vamos fazer o jogo do RH. Quanto aos aposentados, vamos levar esse debate para dentro do local de trabalho; para nossos lares; para as igrejas; para os partidos políticos. Vamos refletir: pessoas que fazem isso com seus aposentados, vão respeitar quem?
Não vamos aceitar nenhuma proposta que discrimine os aposentados. O sindicato somos nós! Juntos, vencendo a indiferença e a omissão, seremos mais fortes.

Última atualização: 28/08/10 01:33

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Petroleiros denunciam tortura psicológica contra aposentados ao Ministério Público Federal
 

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O Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro-RJ) encaminhou, na tarde desta terça-feira, 17, ao Ministério Público Federal, carta denunciando tortura psicológica e assédio moral aos trabalhadores da terceira idade, praticados pela Petrobrás. Cópias do documento, intitulado “Corrente de Justiça”, também foram entregues à CNBB, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e às comissões de direitos humanos da Câmara de Deputados e do Senado. A seguir, a íntegra do documento.

Corrente de Justiça

A direção do Sindipetro-RJ denuncia que a direção da Petrobrás está torturando psicologicamente e assediando trabalhadores da terceira idade, principalmente os aposentados, homens e mulheres que dedicaram os melhores anos de suas vidas para construir a empresa.

Última atualização: 21/08/10 10:32

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Mais adesões de Angra à "Corrente da Justiça". Agora é a vez dos petroleiros do Rio aparecerem!
 

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Segunda-feira, 16, à tarde

Com a chegada de mais petroleiros, o revezamento entre os acorrentados na Petrobrás ganha mais força. Tyronil Pedro de Oliveira, Hernandes Constantino, Herli dos Santos e o assessor sindical Sérgio Ribeiro vieram de Angra dos Reis para se prender às correntes nessa madrugada de segunda para terça.

- Precisamos correr atrás do nosso prejuízo. Tem que melhorar o salário do aposentado e do pessoal da ativa também. Não dava para ficar do jeito que está - explicou Herli dos Santos.

A direção do Sindipetro-RJ parabeniza o envolvimento dos petroleiros de Angra e faz um chamado ao pessoal da ativa e aposentados do Rio de Janeiro para entrar no revezamento das correntes. A manifestação da "Corrente da Justiça" segue por tempo indeterminado e a participação de todos é fundamental nesse processo de luta por um acordo salarial digno para todos.


Última atualização: 20/08/10 10:40

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Petroleiros de Angra aderem ao movimento e ‘Corrente da Justiça’ cresce
 

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Com novos trabalhadores acorrentados, direção do Sindipetro-RJ ganha mais energia e promete continuar com ato na Petrobrás por tempo indeterminado

Petroleiros acorrentados Rio de Janeiro-RJ - Depois de três dias com muita repercussão, os petroleiros ganharam um novo fôlego no fim da tarde dessa sexta (13) com a chegada dos aposentados de Angra dos Reis. Num sistema de revezamento, os trabalhadores da Petrobrás seguem acorrentados em frente ao Edifício Sede da empresa (Edise). O Sindicato dos Petroleiros do Rio Janeiro iniciou o protesto por não aceitar a proposta indecorosa de reajuste apresentada pela companhia, que além de ser muito rebaixada para uma empresa do porte da Petrobrás, não repassa aos aposentados os ganhos do pessoal da ativa.


Última atualização: 17/08/10 20:00

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EDITORIAL
 

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RH DA PETROBRÁS PERSEGUE OS ANTIGOS FUNCIONÁRIOS

Enquanto nas Forças Armadas e em grande parte do funcionalismo público antiguidade é posto, para a atual direção da empresa, principalmente o RH, funcionário antigo é tratado como lixo.

Prova inconteste disso é o descumprimento do contrato que garante aos aposentados receber o mesmo reajuste pago aos funcionários da ativa. A fraude salarial praticada através de abonos e níveis, pagos ao pessoal da ativa e que não são repassados aos aposentados, começou no governo de FHC e continua no governo Lula. Diga-se de passagem, esse contrato é oneroso: o trabalhador paga na ativa e continua a pagar na aposentadoria.
O RH prejudica toda a categoria quando precariza a AMS, mas quem utiliza mais a assistência médica é o petroleiro da terceira idade, portanto, o maior prejudicado.


Última atualização: 17/08/10 00:33

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Petroleiros estão presos por correntes, em frente a prédio da Petrobrás. Protesto vai continuar
 

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Petroleiros acorrentadosNesse momento, desde as 15h50min desta quarta, 11, quatro petroleiros estão acorrentados nos portões do Edifício Sede da Petrobrás (Edise). Eles protestam contra todas as formas de discriminação que têm sido praticadas pela empresa, na discussão dos sucessivos acordos coletivos firmados, nos últimos anos. Os trabalhadores, presos a grades por pesadas correntes, são diretores do Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro-RJ) e permanecerão dia e noite, até que a gerência da Petrobrás apresente uma proposta satisfatória para a categoria.

Última atualização: 17/08/10 00:34

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EDITORIAL: CORRENTE DA JUSTIÇA
 

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UNIR TODA A CATEGORIA POR UM ACORDO COLETIVO DE TRABALHO DIGNO E SEM DISCRIMINAÇÃO

Os petroleiros da base do Rio, ativos e aposentados, decidiram dar continuidade aos protestos por uma campanha salarial sem discriminação. Agora, exigindo um basta nessa situação que mancha a imagem da Petrobrás, decidiram se acorrentar na porta das unidades da empresa denunciando o descumprimeno do contrato da empresa com os aposentados.

Esse tratamento discriminatório é um reconhecimento justo com os trabalhadores que levaram a Petrobrás ao quarto ugar no ranking das 50 maiores empresas de energia do mundo? Durante todo seu empo de ativa, eles pagaram a Petros para receber até 90% do que ganhariam se estivessem em atividade. E continuam pagando mesmo na aposentadoria.


Última atualização: 14/08/10 03:54

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