Um dos aspectos mais perversos na prática neoliberal é
o tratamento dado às políticas sociais. Tanto a política
de saúde quanto a educação públicas têm
sido duramente atingidas por cortes nos gastos sociais e medidas restritivas
na utilização de serviços públicos.
A própria OIT - Organização Internacional do
Trabalho, quase centenária, que normatizou uma série histórica
de convenções, tratados e recomendações
acerca das relações de trabalho, se vê hoje pressionada
pelo empresariado assentado na poderosa OMC - Organização
Mundial do Comércio, a rever ou flexibilizar muitas destas clássicas
convenções, como a da Proteção à
Maternidade.
Os sistemas únicos de saúde organizados segundo os preceitos
da Conferência de ALMA-ATA, URSS-77 e da OMS, previstos na Constituição
de diversos países do 1º Mundo, como Inglaterra, França
e Canadá e mesmo, no Brasil, vem sofrendo sistemático
ataque neoliberal.
A saúde virou um grande negócio, os procedimentos em
saúde têm valor de mercado, expandem-se os planos de saúde
e o setor conveniado ao próprio governo. Por outro lado, o processo
de sucateamento e desmantelamento da rede pública segue em curso.
No tocante à saúde do trabalhador, acumulam-se índices
alarmantes de acidentes de trabalho fatais e com seqüelas nos países
em desenvolvimento, especialmente na força de trabalho precarizada.
A prestação de serviços em suas diversas modalidades
- como exemplo a terceirização e as cooperativas - aumentam
o grau de precarização nas relações de trabalho
e de saúde da força de trabalho.
Dentro de um dos pressupostos do neoliberalismo, a eficiência
no mundo da globalização é medida pela capacidade
de reduzir postos de trabalho, produzir mais com menos efetivo de pessoal.
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de Saúde, Tecnologia e Meio Ambiente do
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