O novo quadro internacional e a postura vitoriosa da área capitalista,
com hegemonia tradicional do EUA, considerando agora que o mundo estava
aberto a uma exploração sem contestações,
a uma dominação absoluta, geraria o que ficou conhecido
como neoliberalismo, doutrina que campeou sem freios desde o governo
Reagan e que, crescentemente, na medida em que a crise geral avançava,
aumentava as suas pressões e, não aceitava resistências.
O neoliberalismo era apresentado como saída salvadora para todos.
Seus princípios básicos seriam uma reforma profunda, dita
como "modernizadora" face aos anacronismos da nossa estrutura
econômica e política.
A aceitação da proposta neoliberal era tida como condição
para conceder a cooperação financeira externa bilateral
ou multilateral.
Em 11/89, reunia-se em Washington, um grupo de interessados no assunto
"Latin American Adjustment: How much happened?". O Institute
for International Economics já defina seus propósitos
no documento "Towards Economic Growth in Latin America". No
mesmo ano, o Banco Mundial baixava as curiosas postulações
colocadas no estudo "Trade Policy in Brazil: the case for reform".
Observemos curiosamente as datas e a ascensão de Collor ao poder.
A versão mais moderna é a de Tony Blair, premier inglês,
do partido trabalhista, porém com espírito e coração
conservador em uma pele socialdemocrata. Isso é a expressão
exata da socialdemocracia, paladina hoje no massacre no Iraque, na Bósnia,
no Kosovo.
Isso para falar do papel de sub imperialismo que Tony Blair representa
dentro de um projeto imperialista mais forte, no sentido triplo do termo
(militar, político e econômico) com o que o governo Clinton
e os EUA representam. Como resultado desse processo, o neoliberalismo
acaba se impondo ao longo da década de 90.
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