Segundo
Paracelsus (1493-1541), o pai da toxicologia, a dose faz
o veneno. Toda substância química sintética
é potencialmente tóxica. A contaminação
do ser humano vai depender de vários fatores: a toxicidade
da substância, a dose de exposição, o tempo
de contato com o produto, a sensibilidade individual, a capacidade
de desintoxicação do organismo e a habilidade
do corpo para regenerar o órgão ou sistema atingido.
Os
produtos químicos devem ser utilizados em locais abertos
e arejados e com proteção adequada, para reduzir
sua toxicidade.
Intoxicação
aguda
Infelizmente,
a intoxicação aguda ainda ocorre com grande freqüência
em nosso país, em acidentes no lar, no campo ou na indústria.
A
intoxicação acidental, no lar, ocorre em geral
com crianças. Para prevenir acidentes com substâncias
químicas (querosene, cloro, água sanitária,
amoníaco, removedor, soda cáustica, inseticida),
evite armazenar estes produtos em vasilhames como garrafas de
refrigerantes ou embalagens de alimentos. Mantenha em local
onde as crianças e os animais domésticos não
possam ter acesso.
Em
caso de intoxicação com produtos químicos,
entre em contato imediato com o Centro de Informação
Toxicológica (021-2573-3244 e 021-2717-0521 no estado
do Rio de Janeiro), vá ao pronto-socorro mais próximo
e leve o rótulo ou embalagem do produto. Em geral, como
primeiro socorro, as pessoas tentam provocar o vômito,
mas atenção, em caso de ingestão de soda
cáustica, isto vai agravar o problema.
Existem
diversas substâncias químicas que podem produzir
quadros de intoxicação crônica. O benzeno.
é uma delas.
Benzeno
O
benzeno é uma das substâncias químicas tóxicas
mais presente nos processos industriais no mundo. É a
substância mais cancerígena, segundo o Agência
Internacional de Controle do Câncer (IARC).
A
exposição crônica ao benzeno - comum em
refinarias de petróleo e nas siderúrgicas - prejudica
bastante organismo. Seus metabólitos (sub-produtos) são
altamente tóxicos e se depositam na medula óssea
e nos tecidos gordurosos. Não existe limite seguro de
exposição ao benzeno. A simples presença
do produto no ambiente de trabalho põe em risco a saúde
do trabalhador. A legislação estabelece como limite
de exposição 1 mg/l (o mesmo que 1 g/m3. Algo
como uma bolinha de homeopatia em uma caixa d água
de mil litros).
O
Acordo Nacional do Benzeno, firmado, em 1996, entre o governo,
a indústria e os sindicatos dos ramos petroquímico,
químico e siderúrgico, definiu medidas de proteção
da saúde de trabalhadores e limites de exposição.
O limite de exposição, no trabalho, é de
1 mg/l no setor petroquímico e 3 mg/l no setor siderúrgico.
Entre as medidas de proteção são previstos:
programas de vigilância da saúde e de monitoramento
ambiental e instalação de grupos de prevenção
à exposição ocupacional ao benzeno. Quem
trabalha em unidades que operam com benzeno deve passar por
avaliações de saúde periódicas.
O hemograma completo é obrigatório e permite avaliar
alterações, ao longo do tempo, possibilitando
diagnósticos precoces de benzenismo. Além disso,
toda empresa que armazena, usa ou manipula o benzeno e seus
compostos líquidos, em um volume mínimo de 1%
do total, é obrigada a ter um grupo de trabalho de benzeno,
cujas atividades são ligadas à Cipa.
Na
tabela abaixo, apresentamos algumas substâncias químicas
tóxicas, suas fontes de emissão ou produção
e os riscos para a saúde.

Os
trabalhadores expostos ao benzeno e a outros produtos químicos
que apresentarem alterações nos exames de sangue
períodicos (hemograma), tais como a leucopenia - baixa
de glóbulos brancos, plaquetopenia - redução
do número de plaquetas, ou anemia - baixa dos glóbulos
vermelhos, devem procurar a Secretaria de Saúde do Sindipetro
para orientação e acompanhamento.
Secretaria de Saúde,
Tecnologia e Meio Ambiente do
Sindipetro-RJ
Endereço: Av. Passos, 34 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (021) 3852-0148 ramal 222
E-mail:
saude-meioambiente@sindipetro.org.br