O perigo
está no ar, no solo e na água. Quando absorvidos pelo
ser humano, os metais pesados (elementos de elevado peso molecular)
se depositam no tecido ósseo e gorduroso e deslocam minerais
nobres dos ossos e músculos para a circulação.
Esse processo provoca doenças.
O consumo
habitual de água e alimentos - como peixes de água doce
ou do mar - contaminados com metais pesados coloca em risco a saúde.
As populações que moram em torno de fábricas de
baterias artesanais, indústrias de cloro-soda que utilizam mercúrio,
industrias navais, siderúrgicas e metalúrgicas correm
risco de serem contaminadas.
Os metais
pesados são muito usados na indústria e estão em
vários produtos. Apresentamos na tabela 4 os principais metais
pesados, suas fontes e seus riscos à saúde humana.

A
soldagem e a produção de baterias são as maiores
fontes de chumbo no ar. Altas concentrações desse metal
são encontradas na vizinhança de oficinas de soldas não-ferrosas
e de fabricas artesanais de baterias. Assim, a exposição
ao chumbo pode ocorrer no trabalho ou fora dele. Nos intoxicamos pela
inalação de terra ou poeira contaminadas; pela ingestão
de alimentos e de água contaminados e pelo contato com certas
tintas produzidas com chumbo.
O chumbo acumula-se nos ossos, sangue e tecidos moles. Como é
lentamente eliminado, ele pode afetar rins, fígado, sistema nervoso
e outros órgãos. A exposição excessiva pode
causar anemia, doença renal, distúrbios na reprodução
e danos neurológicos (convulsões, retardo mental e distúrbios
do comportamento: dificuldade para se concentrar, irritação
e esquecimento).
Mesmo em
baixas doses, a exposição ao chumbo é associada
com alterações que afetam fetos e crianças, provocando
danos ao sistema nervoso central, atraso no crescimento e deficiência
de aprendizado escolar.
Estudos
recentes demonstram que o chumbo pode ser um dos responsáveis
por problemas de pressão alta e por doenças cardíacas
em homens. Em mulheres pode, também, contribuir para a osteoporose,
no período após a menopausa. O padrão de qualidade
para chumbo no ar é de até 1,5 microgramas/m3.
Existem
duas formas de exposição ao mercúrio. A exposição
a grandes quantidades por pouco tempo - como nos acidentes e vazamentos
- provoca intoxicação aguda. Os sintomas são: dor
ou aperto no peito, dificuldade para respirar, dor de cabeça
e febre. Também pode ocorrer insuficiência renal. Os sintomas
iniciam horas após a exposição e têm duração
de uma semana.
São
mais comuns, porém, os casos de exposição a pequenas
quantidades, por longo tempo. Os sintomas mais freqüentes são
tremores nas mãos, mudanças na personalidade (irritabilidade,
ansiedade, explosão, comportamento retraído e indecisão)
e sangramento nas gengivas. Outros sintomas como dor de cabeça,
fadiga, perda do apetite e zumbidos também podem ocorrer.