IV. O SOLO

 

No solo existe vida e se armazena a água. Também é nele que os principais alimentos para o homem são cultivados. A agricultura ocupa 25% da superfície terrestre. Entretanto, do total da área agrícola, 75% está em solo de baixa fertilidade, metade deste em terrenos acidentados, com baixa produtividade.

O grande capital incentiva as monoculturas, que destroem a diversidade do ambiente tornando o próprio cultivo vulnerável a pragas e doenças. Combinado com o uso abusivo de fertilizantes e agrotóxicos, esta forma de cultivo já degradou 66% das terras agricultáveis do planeta e contribui para aumentar a fome no mundo.

A destruição de florestas e outras vegetações nativas é a maior agressão que o solo pode sofrer. Mas a mineração, em geral, além de destruir a vegetação, revolve o solo, muda os cursos de água, inutilizando a região para qualquer outro uso.

 

Em todo o planeta, 66% das terras agricultáveis foram degradadas pelas monoculturas, que destroem a biodiversidade e utilizam grande quantidade de fertilizantes
e agrotóxicos.

 

O constante descarte de resíduos tóxicos no solo provoca uma destruição que pode durar séculos. Este tipo de agressão ocorre há vários anos em Duque de Caxias, na “Cidade dos Meninos”. Grande quantidade de uma substância química altamente tóxica, que não é solúvel em água, conhecida como pó da china, foi depositada no solo. Crianças e adultos foram contaminados.

A legislação estabelece mecanismos de restrição e penalidades, mas a indústria mantém a perversa cultura de lançar seus resíduos perigosos diretamente no ambiente, sem adequado tratamento. A falta de fiscalização sistemática permite que estas práticas se repitam impunemente.