O homem
é o único animal que modifica a natureza, muitas vezes
de forma irreversível. Faz isso desde que aprendeu a construir
sua casa, cultivar os alimentos, domesticar os animais e explorar os
minerais. A sociedade moderna intensifica de forma tão alarmante
este processo, que compromete a vida no planeta. O objetivo? Aumentar
o lucro capitalista.
A revolução
industrial acelerou a degradação da natureza, com o uso
de combustíveis fósseis (inicialmente carvão, hoje
petróleo e gás). O crescimento das áreas cultivadas
e a extração mineral destruíram vegetações
nativas e florestas. Em conseqüência, os rios foram afetados,
com redução do seu volume e da qualidade de suas águas.
Inúmeras espécies animais e vegetais foram extintas.
Muitas
áreas são destruídas em nome da urbanização
e do crescimento. A Praia Formosa foi completamente aterrada. É
lá que se encontra, hoje, a Rodoviária Novo Rio e a foz
do Canal do Mangue (um dos pontos mais poluídos da Baía
de Guanabara).
Outro exemplo
é o aterro da orla marítima desde o Caju até Botafogo.
Ele destruiu o Saco São Diogo, as enseadas da Gamboa, Saúde,
Valongo, Valonguinho, Prainha (Praça Mauá), Glória
e todas as praias desse trecho de litoral. A remoção do
Morro do Castelo e o aterro do arquipélago que hoje forma a Ilha
do Fundão, são mais duas intervenções urbanísticas
desastrosas.
Hoje
existe uma crescente tomada de consciência ecológica e
uma legislação ambiental. Em algumas regiões, a
destruição vem sendo interrompida ou mesmo revertida,
a exemplo da Restinga da Marambaia e de outras áreas de proteção
ambiental, na cidade do Rio de Janeiro.
Mas os
interesses econômicos continuam estimulando muitas agressões
ao meio ambiente, com a conivência dos órgãos públicos
e muitas vezes dos meios de comunicação. É o caso
da progressiva poluição da Baía de Guanabara.
Hoje sabemos
que as substâncias descartadas, que poluem o meio ambiente, são
matérias-primas e energia desperdiçadas. A reciclagem
ganha espaço. Processos industriais limpos - que usam filtros
para evitar a poluição atmosférica, por exemplo
- podem até significar economia para as empresas.
A saúde
do planeta depende de uma mudança de mentalidade. Devemos exigir
investimentos na prevenção de acidentes e em tecnologias
para utilização racional de energia e água e para
redução do descarte de efluentes.