O ser humano
é parte da natureza e o meio ambiente não pode ser pensado
separado das ações, ambições e necessidades
humanas. Isto porque as principais fontes de poluição
estão nas atividades econômicas, sobretudo no crescimento
urbano desordenado e nas indústrias. O racionamento de água
que São Paulo enfrentou recentemente mostra os riscos a que estamos
expostos.
No dia
18 de janeiro de 2000, um volumoso derramamento de óleo na Baia
de Guanabara provocou enorme prejuízo ambiental, social e econômico
à região. Os efeitos sobre o ecossistema serão
sentidos por muitos anos.
Também
no início deste ano, veio à tona um ampla discussão
sobre as causas da poluição da Lagoa Rodrigo de Freitas
e das praias da cidade do Rio de Janeiro. O debate levantou o problema
do desenvolvimento urbano que agride o meio ambiente.
No mesmo
período, uma catástrofe ocorreu na Romênia. Cianureto
vazou de uma mina para um afluente do Danúbio, o principal rio
da Europa Oriental, matando milhares de peixes e aves e deixando sem
água a população ribeirinha de diversos países.
Esses fatos
impulsionaram o projeto da Comissão de Meio Ambiente da CUT-RJ,
de editar esta publicação sobre meio ambiente e sindicalismo.
Esta publicação
mostra como a saúde dos trabalhadores e dos moradores vizinhos
às fábricas é atingida pela poluição,
que também destrói o meio ambiente.
Os principais
agentes poluentes e seus efeitos; alternativas de produção
e desenvolvimento mais limpos e saudáveis e aspectos da legislação
ambiental, atualmente ignorada e desrespeitada, também serão
mostrados.
A publicação
apresenta, ainda, propostas para os sindicatos participarem das lutas
ambientais em defesa de melhores condições de vida, e
por um desenvolvimento sustentável que respeite o meio ambiente.
Segue-se um quadro das regiões de nosso estado e seus principais
problemas ambientais, para orientar as lutas sindicais.
Afinal,
este planeta que nos acolhe não é nossa propriedade, devemos
preservá-lo para as futuras gerações.