Ir ao índice dos Surgentes
SURGENTE - ANO XIV – NÚMERO 1130 - 17 a 23/04/2008 - PÁGINA 3
Próxima página
 
GIRANDO PELA BASE 
Ansiedade na apuração  

  

O presidente da Comissão Eleitoral Sílvio Sinedino organiza apuração: excesso de pessoas provocou tumulto no segundo andar do Sindicato

O grande número de integrantes e apoiadores das duas chapas presentes no Sindicato gerou um pequeno tumulto logo do início da contagem dos votos. Como eram muitos os interessados em acompanhar a apuração e aguardando os resultados, houve uma confusão sobre quem poderia ou não entrar no local em que estava sendo feita a contagem. A Comissão Eleitoral decidiu, a partir do tensionamento estabelecido, que iria apenas finalizar a apuração da primeira urna e se reunir. Isso feito, o processo de contagem entrou em recesso.

Minutos depois, Silvio Sinedino, presidente da Comissão, comunicou a todos os presentes os novos procedimentos a serem adotados para o bom andamento da apuração: apenas aqueles que estivessem identificados com crachás poderiam permanecer no prédio e, no andar em que ocorria a contagem, somente os candidatos, convidados e fiscais de chapa e escrutinadores que estivessem trabalhando. A partir daí, o processo se desenrolou sem maiores problemas.
A vitória da Chapa 1 representa um importante passo para a consolidação da Frente Nacional dos Petroleiros e de um sindicalismo realmente comprometido com a categoria, independente do governo e da empresa. O Sindipetro-RJ agradece a participação de todos em mais um processo eleitoral. A nova gestão do Sindipetro-RJ, triênio 2008-2011, toma posse no dia 1º de junho.

 


 
Aposentados têm direito à diferença de níveis  

  
Decisão é do TST em três ações ajuizadas pelo Sindipetro-RJ contra a Petrobrás

Aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrás tiveram reconhecido seu direito de receber a diferença de nível relativa aos reajustes diferenciados concedidos pela empresa nos Acordos Coletivos de Trabalho. Em três ações propostas pelo Sindicato, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) votou favoravelmente.

As ações têm sido impetradas contra a Petrobrás, subsidiárias e a Petros, cobrando diferenças decorrentes dos níveis concedidos aos trabalhadores da ativa nas datas-base de 2004, 2005 e 2006. O Jurídico sustenta que tal artifício mascarou o índice real de reajuste da categoria, para excluir os aposentados, burlando a regra contratual – ato jurídico perfeito – contida no artigo 41 do regulamento da Petros. A primeira ação ajuizada pelo Sindipetro-RJ foi protocolada no dia 17/12/2004.

Recentemente o TST, em três de suas turmas, reconheceu o direito às diferenças de níveis nas ações de nível ajuizadas pelo Jurídico do Sindipetro-RJ. Acompanhe os processos: 8ª Turma, Recurso de Revista (RR) – 1737/2005-007-01-00 publicação: Diário de Justiça (DJ) - 04/04/2008; 7ª Turma, RR – 569/2005-014-01-40, publicação: DJ – 04/04/2008 e 1ª Turma, RR – 817/2005-042-01-00, publicação: DJ - 28/03/2008.

Petroleiros aposentados: novas decisões consolidam direito a reajuste

Duas decisões recentes da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho, em votos dos ministros João Batista Brito Pereira e Maria Cristina Peduzzi, reafirmam a posição do Tribunal Superior do Trabalho a favor de uma causa que envolve aposentados e pensionistas da Petrobras. A questão se refere ao acordo salarial firmado com o sindicato da categoria no Estado da Bahia, no período 2004/2005. Um dos itens aprovados estabeleceu o avanço de um nível ao final de cada faixa da tabela salarial, o que, na prática, resultou na concessão de aumento exclusivo ao pessoal da ativa.

Diversos grupos de aposentados e pensionistas, considerando-se prejudicados pela exclusão, ajuizaram ações contra a Petrobras e a Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros). Entre outros pedidos, os autores reivindicaram a extensão do mesmo critério (avanço de um nível a cada faixa salarial) aos valores das pensões e aposentadorias, argumentando que o mecanismo utilizado no acordo consistiu em reajuste salarial disfarçado, que os discriminou indevidamente.

Os pedidos foram, inicialmente, negados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA), que interpretou o critério aplicado como promoção – e não como reajuste –, o que, em seu entendimento, tornaria legítima sua aplicação exclusiva ao pessoal da ativa. O Regional também analisou o regulamento do plano de benefícios da Petros e concluiu que o artigo 41, invocado como fundamento dos pedidos, asseguraria aos aposentados e pensionistas apenas o direito de reajuste nas mesmas épocas dos aumentos salariais dos demais empregados – mas não os mesmos percentuais, como defendiam os autores das ações contra a Petrobras e a Petros.

A partir daí, a questão seguiu para o TST por meio de diversos recursos em que os grupos de aposentados e pensionistas insistiam na tese defendida desde o início das ações. As primeiras decisões favoráveis foram adotadas em dezembro de 2007, pela Sétima Turma, em votos do ministro Guilherme Caputo Bastos. As duas decisões mais recentes foram proferidas em dois recursos que contestam embargos de declaração da Petrobras e da Petros. Ambas condenam a Petrobras e a Petros ao pagamento das diferenças de complementação de aposentadoria.

No processo em que atuou como relator, o ministro Brito Pereira concluiu que, “tratando-se do aumento geral de salários, embora rotulado de ‘avanço de nível’ ou ‘aumento de nível’, a vantagem concedida indistintamente a todos os empregados em atividade mediante o acordo coletivo de trabalho 2004/2005 deve ser estendida aos aposentados e pensionistas”. Para a ministra Cristina Peduzzi, “a generalidade e, por conseguinte, a ausência de critério na concessão da referida promoção revela tratar-se de verdadeiro reajuste de salário dos empregados, com exclusão dos inativos, em desrespeito ao próprio regulamento empresarial”
__________
Fonte: Site do Tribunal Superior do Trabalho

 

   
Por mais segurança no trabalho  

  
Dia 28 de abril, movimentos sindicais e sociais vão lembrar as mortes por acidente de trabalho

Dois milhões de pessoas. Esse é o número de mortes por acidente de trabalho todo ano no mundo. No Brasil, em 2006, foram mais de 500 mil acidentes registrados, sem considerar os trabalhadores informais. Para lembrar as mortes e cobrar providência no sentido de reduzir essas estatísticas, diversas atividades estão sendo programadas para o 28 de abril, Dia Internacional em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho.

Precarização – No Sistema Petrobrás, os trabalhadores terceirizados continuam sendo os mais atingidos. No último dia 12, o auxiliar de plataforma da Perbras, Evandro Pereira Dias, morreu atingido por uma peça na plataforma P-17. Ele trabalhava havia 9 anos na Perbras, que presta serviços à Petrobrás. No dia 26/02, cinco trabalhadores morreram com a queda d e um helicóptero da BHS, após decolarem da plataforma P-18, no campo de Marlim, bacia de Campos, com destino a Macaé.

Dados da FUP apontam que, entre 1995 e 2008, ocorreram 265 mortes de petroleiros do Sistema Petrobrás, sendo 214 de prestadores de serviço. A Federação comparou os dados do governo FHC e Lula. Nos oito anos de Fernando Henrique foram 179 mortes, sendo 138 terceirizados, e, nos últimos seis anos, foram contabilizadas 86 vítimas de acidentes fatais, das quais 76 eram trabalhadores terceirizados. Diante dessas estatísticas, torna-se urgente a luta por melhores condições de segurança e primeirização dos postos de trabalho, uma bandeira histórica do Sindipetro-RJ e da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP). Só assim será possível mudar esse triste quadro.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em média 5 mil trabalhadores morrem diariamente em todo o mundo, vítimas de acidentes e doenças ocupacionais. Na América Latina, as estatísticas apontam 27 milhões dessas ocorrências por ano, segundo levantamento do Banco Mundial. O Instituto Nacional de Saúde no Trabalho, órgão de assessoria técnica da CUT em saúde e condições de trabalho, registrou quase 2 milhões de acidentes de trabalho entre 1999 e 2003.

Dados mais recentes do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que, em 2006, foram registrados pelo INSS 503.890 acidentes e 2.717 mortes relacionadas ao trabalho. Ou seja, oficialmente, morrem, em média, sete trabalhadores por dia. Uma morte a cada três horas. As estatísticas são baseadas nos trabalhadores formalmente empregados, o que representa apenas 35% da População Economicamente Ativa.

Relembrar os mortos e lutar pela vida - Cobrar uma política de saúde do trabalhador que possa dar melhores condições de vida e trabalho à classe que realmente produz riqueza é o objetivo do “Movimento 28 de Abril para Relembrar os Mortos e Lutar pela Vida”, fundado por movimentos sindicais e de vítimas do trabalho.

A data de 28 de abril foi instituída para lembrar a morte de 78 trabalhadores na explosão da mina de Farmington, West Virgínia, em 1969. Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconheceu oficialmente o dia em seu calendário de luta.

O Movimento 28 de Abril defende o fim da exploração das substâncias neurotóxicas (amianto e mercúrio), do meio ambiente e da força de trabalho; definição de parâmetros para o diagnóstico de contaminação; por um novo modelo de desenvolvimento econômico sem exploração e pobreza; por equipamentos de proteção coletiva no trabalho e pela garantia de Cipas com estabilidade e eleições democráticas; e defesa da saúde, da previdência e da assistência social.

Neste ano, as manifestações vão chamar atenção para a grave situação em que se encontram os trabalhadores em seus locais de trabalho e denunciar a posição do governo em relação ao banimento do amianto. Também vão mostrar que, com as reformas em andamento no país, a precarização das condições de trabalho e a organização e relações do trabalho só vão se agravar.
Os ataques aos direitos dos trabalhadores – desde o governo FHC até hoje – estarão no centro das discussões. Um exemplo é a “alta programada”, criada pelo governo Lula, que obriga o trabalhador acidentado a voltar ao trabalho após um período previamente definido, mesmo que não tenha condições para retornar à atividade. Com isso, o trabalhador não tem direito a uma nova perícia porque o sistema de informática já define no início da licença a data de retorno.

Ler/Dort – Além disso, outro problema que tem levado mais pessoas a se afastarem do trabalho são as Lesões por Esforço Repetitivo associadas às condições de trabalho, conhecidas como Distúrbio Oesteomolecular Relacionado ao Trabalho (Ler/Dort). Trata-se de inflações nas mãos, punhos, tendões, ombros, braços e antebraços que ocorrem basicamente por sobrecarga de trabalho, ambiente desconfortável e por movimentos manuais repetitivos e continuados, rápidos ou vigorosos, durante um longo período de tempo. Estudos mostram que um ambiente de trabalho onde as pessoas são pressionadas a um ritmo intenso, com chefias autoritárias e pressão para realizarem tarefas em menos tempo a fim de suprir as metas de produtividade adoecem mais rápido e mais vezes.

    
   
 
   FIQUE LIGADO  
   

 

Aposentados

Sistema Petrobrás – Reunião terça, 6 de maio, às 14h, no auditório.
Angra – Reunião 7 de maio (quarta-feira), às 11h.
Manguinhos – Reunião excepcionalmente dia 8 de maio (terça-feira), às 14h, na sede.

 


Agenda das Cipas   


TRANSPETRO ANGRA
dia 22 de abril, terça-feira, às 8h
RB1
dia 25 de abril, sexta-feira, às 14h
MANGUINHOS
dia 29 de abril, terça-feira, às 10h30


   

 

Ir ao índice dos Surgentes
Copyright ©1997-2008 - Sindipetro-RJ
Próxima página