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VITÓRIA DA CATEGORIA
Venceu a chapa daqueles que sempre estiveram à frente
das principais lutas da categoria. Que sempre trabalharam para
unir a categoria. Que encabeçaram e encabeçam as
principais lutas dos petroleiros aposentados e da ativa. Daqueles
que fazem do sindicato um sacerdócio, daqueles que se desnudam
de todas as vaidades, que ocupam todos os espaços em defesa
da Petrobrás e de seus empregados. Derrotamos o oportunismo,
os vira-casacas, a hipocrisia, o falso moralismo, o sindicalismo
de negócios. A categoria elegeu os autênticos representantes
de seus interesses. Venceu o sindicalismo que negocia sempre,
mas que, principalmente, vai à luta! Agora é olhar
para Frente, espalhar essa mensagem em toda a Petrobrás.
Buscar a unidade de todos os petroleiros para conquistar. Nessa
eleição, derrotamos a política equivocada
da aliança da FUP e do RH que trouxe para a categoria discriminações,
acordos rebaixados e o massacre dos aposentados. A Petrobrás
dispara rumo à liderança entre as empresas de petróleo
no mundo, fruto do trabalho e da competência de seus funcionários.
Esses resultados têm de refletir nos acordos coletivos,
nas PLRs, no PCAC para que possamos alçar vôos maiores.
Da mesma forma, o crescimento da Petrobrás tem que se refletir
no dia-a-dia dos brasileiros e servir de orgulho para a nação.
Um sindicato independente da direção da empresa
e do governo federal é fundamental para consolidar esses
valores. Por isso, repetimos nessas eleições: venceu
a categoria!
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Fuso horário do país pode ser
modificado por pressão da Rede Globo |
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O objetivo é fugir da lei que exige a adequação do horário da
programação com a faixa etária

O Senado aprovou, na noite do último dia 10, a modificação
do fuso horário da região Norte do país,
igualando o fuso do Pará ao de Brasília. A medida
evita mudanças para a adequação da programação
das emissoras de TV à classificação indicativa
na região. A Portaria 1.220/07, que determina a adequação
das programações aos diferentes fusos horários
do país para obedecer à classificação
indicativa dos programas, entrou em vigor três dias antes
da votação no Senado, no dia 7 de abril, após
cinco adiamentos.
Mesmo com os 14 meses concedidos às emissoras para que
se adaptassem às novas regras, a Rede Globo alterou sua
programação nos estados que possuem fuso horário
diferente do de Brasília com um dia de atraso. No entanto,
a corporação de mídia não desistiu
de sua ofensiva contra a Portaria, que, baseada no Estatuto da
Criança e do Adolescente e na Constituição
Federal, estabelece faixas etárias e horárias para
exibição dos programas, garantindo o direito de
crianças e adolescentes a uma programação
adequada à sua formação psicossocial.
Para não precisar “atrasar” sua programação
na região Norte, a emissora pressionou o Senado a aprovar
o Projeto de Lei do senador Tião Viana (PT-AC), sob a justificativa
de “facilitar o transporte aéreo, as comunicações
e a integração com o sistema financeiro nacional”.
Agora, o projeto segue para sanção presidencial,
o que é bastante provável diante do apoio que obteve
da base governista no Senado. A decisão, se aprovada, aproximará
o caso do Brasil ao de China e Índia, únicos países
do mundo com dimensões continentais a adotarem um único
fuso horário. Para se ter uma idéia, no território
chinês, que poderia abranger pelo menos 4 fusos horários,
a hora oficial faz com que em regiões a leste de Pequim,
como Xangai, o sol chegue a nascer às 4 h da manhã.
E, no oeste, às 9h.
Depois de não conseguir garantir mais um adiamento da
entrada em vigor da Portaria 1.220/07 (o Ministério da
Justiça, através da Secretaria Nacional de Justiça,
reafirmou seu compromisso com o Ministério Público
e organizações mobilizadas em favor da Portaria,
mantendo a data de sua implementação), a Globo intensificou
a pressão no Senado contra a classificação
indicativa. Como resultado, na manhã do dia 10, os procuradores
do Ministério Público Federal, o ministro da Justiça,
Tarso Genro, e os senadores Romero Jucá (PMDB-AL), Tião
Viana (PT-AC), Fátima Cleide (PT-RO) e Valdir Raupp (PMDB-RO),
da base governista, reuniram-se para discutir o assunto.
Desinformação - Líder do
governo, Romero Jucá argumentou que os senadores da região
não apoiariam um projeto que impedisse a população
de seus estados de assistir aos jogos de futebol ao vivo. O MPF
esclareceu as confusões (propositalmente geradas) em torno
da classificação indicativa, que não atinge
jornalismo e eventos esportivos, e lembrou que não existe
a possibilidade legal de se excluir as crianças da região
Norte da proteção contra programação
inadequada. A base governista concordou com as argumentações
e, inclusive, comprometeu-se a levar sugestões para as
emissoras de TV (como adequar as novelas à classificação
de todo o país e manter a exibição dos jogos
ao vivo). No entanto, na noite do mesmo dia, o PL de Tião
Viana foi aprovado no Senado.
Para Ricardo Moretzon, do Conselho Federal de Psicologia e da
coordenação da Campanha Pela Ética na TV,
o grande desafio, agora, é envolver o conjunto da sociedade
na discussão sobre a mudança do fuso horário
brasileiro: “Mesmo que a aprovação do PL tenha
sido claramente motivada pela questão da classificação
indicativa, agora precisamos ampliar o debate e envolver outros
atores sociais na discussão. Temos que sair do aspecto
televisivo e discutir todos os impactos da mudança do fuso
horário no país. Gostaria, por exemplo, de conhecer
a opinião da Sociedade Brasileira de Pediatria. Quais os
impactos dessa mudança sobre a saúde das crianças?
E a opinião do Conada, Conselho Nacional de Defesa das
Crianças e Adolescentes, qual é? E as culturas locais,
como serão afetadas? Gostaria, também, de saber
a opinião de professores e educadores. Como a mudança
do fuso pode atingir o rendimento e o aprendizado das crianças?
É lamentável que uma mudança como essa seja
aprovada na calada da noite, sem debate público. Seria
muito bom se a população atingida pudesse se manifestar,
com direito a acesso a todas as informações sobre
o assunto e não só às distorcidas pela grande
mídia, e, também, com o mesmo espaço de que
dispõem os grandes veículos de comunicação
para tratar do assunto”, disse, em entrevista ao Surgente.
Cabe lembrar, ainda, que o ataque da Rede Globo à classificação
indicativa não pára por aí. Mais do que criar
mecanismos para impedir a implementação efetiva
da Portaria 1.220/07, a intenção da emissora é
derrubá-la definitivamente, o que já está
sendo feito através da Abert (Associação
Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), que, por meio do
senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), pretende apresentar
uma proposta de Decreto Legislativo para tal.
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FALA PETROLEIRO |
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O Nosso Congresso
Lembrando que há pouco tempo um indivíduo que se
tornou conhecido através de um programa de televisão
com o nome de “O Povo na TV”, onde ele pontificava
ao lado de Roberto Lemgruber, Wagner Montes e outros, na condição
de deputado federal, levantou um caso que ficou conhecido como
mensalão.
Nesse episódio acusou a vários colegas, mas principalmente
a si próprio quando disse que queria ser corrompido com
a quantia de 20 milhões e não os 4 milhões
que recebeu.
Foi cassado por falta de decoro e depois de algum tempo, no
programa “Roda Viva”, afirmou que distribuíra
os 4 milhões com todos os colegas do partido.
Em meio a onda de cassações, uma deputada, ao manifestar
sua alegria pela absolvição de um amigo, ensaiou
alguns passos de dança e foi cassada por falta de decoro
parlamentar.
Agora aparece um senador, tipo galo capão, e da tribuna,
ofende a todas as mulheres brasileiras chamando uma mulher digna
e respeitável, futura presidente do Brasil, de “galinha
cocoricadeira”.
Esse sujeito, antes de tudo, deveria estar preso pelo perigo
que representa para a sociedade, porque a qualquer momento ele
pode matar a própria mãe para comê-la à
cabidela.
Tudo isso me faz lembrar que já tivemos um Congresso
que respeitávamos, mesmo quando discordávamos.
Murilo C. de Mello
Aposentado de Manguinhos do Sindipetro-RJ.
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Sindicalizados podem enviar contribuições para esta
coluna para imprensa@sindipetro.org.br até o limite de
2.500 caracteres
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CURTAS |
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Abril vermelho
Hoje, 17 de abril, completam-se 12 anos de impunidade do Massacre
de Eldorado dos Carajás (PA). Até hoje a Justiça
não condenou os culpados. Dezenove trabalhadores rurais
morreram, centenas ficaram feridos e 69 mutilados, mas os 155
policiais que participaram da operação, em 1996,
continuam soltos. Para lembrar a data, o Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST) intensificou ontem (quarta-feira) os
protestos e as ocupações de terra e prédios
públicos em 16 Estados e no Distrito Federal. As ações
fazem parte da jornada nacional de luta pela reforma agrária,
conhecida como “abril vermelho”. Até ontem
eram 46 prédios públicos ocupados, entre bancos
e órgãos estaduais e federais, dois acampamentos
e três trancamentos de estrada.
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| expediente • edição
1130 |
Secretaria de ADMINISTRAÇÃO
E PATRIMÔNIO: Tânia, Marcos Barbosa e Valdecir
- Ramal 231. Secretaria de APOSENTADOS E PREVIDÊNCIA:
Schopke, Furtado e Mauricéia - R/202/238. Secretaria
de ASSUNTOS JURÍDICOS: Laerte, José Maria e José
Roberto - R/218/219. Secretaria de FINANÇAS:
Soriano, Renato e Carmen - R/203/227. Secretaria
GERAL: Emanuel, Joacir e Hélio - R/206. Secretaria
de FORMAÇÃO SINDICAL: Odilon(licenciado), Marcia
e Figueiredo - R/205. Secretaria de SAÚDE E MEIO
AMBIENTE: Abílio, Hugo e Geraldo - R/222/236. Secretaria
de IMPRENSA: Espinheira, Munhoz e Nilsinho - R/207/237.
EDIÇÃO E REDAÇÃO:
Claudia de Abreu (MTb 17.081-RJ). REDAÇÃO:
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