 |
 |
PCAC: sem apoio da categoria |
|
 |
A Petrobrás discute com os sindicatos o Plano de Cargos e Salários, o PCAC (Plano de Classificação
e Avaliação de Cargos). Há quem diga que a ausência do “s” é
para a categoria não focar em salário.
Nós, da Frente Nacional dos Petroleiros, achamos que a discussão do Plano se dá num
momento em que a Petrobrás atravessa um de seus melhores momentos. A marca Petrobrás vale hoje
um bilhão de reais. A companhia foi alçada ao rol das sete irmãs de petróleo e,
dentre essas, a segunda em eficiência. É com olhos nessa performance que temos que discutir o
Plano. Além disso, a empresa gasta somente 3% de seu faturamento com a folha de pagamento. É
inconcebível que uma empresa desse porte mantenha cinco mil funcionários novos e readmitidos
lotados nas administrações ganhando 30% a menos.
Queremos o Adicional de Ajuste de Mercado (AAM) já! É um absurdo que o RH da companhia proponha
para os 17 mil novos funcionários um plano previdenciário que não garante a aposentadoria
de ninguém.
Queremos o Plano BD para todos.
Na base do RJ a proposta do Plano não conseguiu um voto sequer: apenas um petroleiro se absteve.
A empresa levou cinco anos para preparar essa proposta de PCAC e agora quer discutir com os trabalhadores
a toque de caixa. Dia 21, próxima segunda, é a última reunião da FNP e a Petrobrás.
Até lá esperamos que a direção da Petrobrás apresente uma proposta de
Plano que estimule a categoria a alçar vôos mais altos porque até agora diante da proposta
apresentada o sentimento da categoria é do vôo da galinha!
|
|
 |
|
 |
TV pública: fórum aponta para gestão compartilhada entre governo e sociedade
|
|
 |

Na cerimônia de encerramento, ovacionado de pé pelos representantes de emissoras públicas, o ministro
Gil, articulador do evento, entrega a Carta de Brasília para o presidente Lula.
A realização do Fórum de Tvs Públicas pode ser um marco no futuro da tv brasileira.
A carta final do encontro propõe mudanças profundas na atual estrutura das emissoras públicas
e estatais, com a construção de uma grande rede pública de tv. O encontro reuniu em Brasília
de 8 a 11 de maio, representantes de emissoras estatais, educativas, comunitárias, universitárias
e legislativas, além de governo e sociedade civil, para discutir o futuro das tvs públicas no
país. Apesar da Constituição de 1988 prever a necessidade de construção
de emissoras públicas, a única iniciativa existente até então foram os canais
de acesso público, garantidos na Lei do Cabo. Na ocasião, foram instituídos os canais
Comunitário e Universitário, além da TV Senado e Câmara, entre outros. Para o Fórum
de Tvs Públicas , estes canais deverão ser contemplados no processo de migração
digital, passando a operar também em rede aberta terrestre de televisão.
Carta de Brasília - A carta final do fórum propõe que os atuais canais
estatais passem a ser públicos, com gestão compartilhada entre governo e sociedade civil, organizados
em uma única rede. As atuais emissoras educativas serão fundidas com a Radiobrás e será
formado “órgão colegiado deliberativo, representativo da sociedade, no qual o Estado ou
o Governo não devem ter maioria”.
Para que as propostas do Fórum sejam efetivadas serão necessárias mudanças na
legislação vigente. O presidente Lula, que participou do evento de encerramento do Fórum,
anunciou que um grupo executivo irá propor um projeto de lei ou decreto para contemplar as mudanças
propostas.
“Não é o governo que quer isso, é a sociedade que necessita”, falou o presidente
Lula, que defendeu que a nova TV pública precisa ter qualidade, interessar as pessoas e abordar os
vários aspectos da realidade brasileira e mundial. E acrescentou: “a gente só não
vai fazer novela”.
O Fórum de Tvs Públicas terá caráter permanente para elaboração
de políticas públicas paras as áreas de comunicação social, educação
e cultura. Sobre o financiamento necessário para a nova estrutura, foi sugerido o apoio do BNDES, verbas
publicitárias dos governos e até mesmo o aporte de verbas publicitárias.
|
 |
 |
|
 |
Cubanos realizam convenção no Rio |
|
 |
Uma grande bandeira de Cuba e um cartaz com as imagens sobrepostas de Fidel Castro e José Martí
saudavam os participantes da I Convenção Nacional de Cubanos Residentes no Brasil, realizada
de 4 e 6 de maio no Colégio Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, zona sul do Rio de Janeiro.
A iniciativa foi da Associação Nacional dos Cubanos Residentes no Brasil (Ancreb) e teve início
na sexta-feira, dia 4 de maio, com uma apresentação de salsa na loja de dicos Modern Sound,
em Copacabana. Nos dias seguintes, 5 e 6 de maio, cerca de cem pessoas participaram de conferências,
debates e comissões de trabalho que discutiram identidade cultural, soberania dos povos e intercâmbios
científicos e comerciais entre Cuba e Brasil.
Magdalena Torbisco, presidente da Ancreb no Rio, deu as boas vindas aos participantes e anunciou que esta
primeira convenção seria dedicada aos cinco cubanos presos nos EUA há nove anos e mantidos
ilegalmente incomunicáveis, sem nem mesmo poder receber a visita de familiares e advogados. Em sua
homenagem foi realizado um minuto de silêncio. Em seguida, foram celebrados os hinos nacionais de Brasil
e Cuba.
A presidente da Ancreb no Rio passou então a palavra ao embaixador de Cuba no Brasil, Pedro Nuñez
Mosquera, que falou sobre os três mil cubanos que vivem em solo brasileiro. “Mais de 70% dos cubanos
residentes no Brasil possuem nível universitário e mais de 70% estão na faixa dos 55,
60 anos”, disse. Mosquera também observou que se trata de “uma comunidade de patriotas,
que lutam contra o bloqueio econômico e rechaçam as manipulações da mídia
burguesa a respeito dos assuntos relativos a Cuba. O que está em jogo em Cuba é um sistema de
justiça social e o orgulho que temos da história desse pequeno país de 11 milhões
de habitantes, que até hoje serve de exemplo para muitos países”, concluiu o embaixador.
Semelhança cultural - Marina Machado, economista de 25 anos e coordenadora do movimento
de solidariedade a Cuba em São Paulo, falou logo em seguida: “Somos o mesmo povo, nossa colonização
foi muito parecida. Todos os cubanos aqui sentados nessa sala poderiam ser brasileiros, nós temos a
mesma cara. Até a salsa é muito parecida com o samba. O Brasil tem muito a aprender com Cuba.
No Brasil, muitas pessoas sofrem de desnutrição. Em Cuba não há desnutridos. No
Brasil, 60% são iletrados. Em Cuba, não há iletrados”.
Outra participação marcante foi a de Zuleide Faria de Melo, presidente da Associação
Cultural José Martí e professora da UFRJ, para quem a realização da I Convenção
dos Cubanos Residentes no Brasil é um marco histórico das relações Brasil-Cuba.
“Cuba é o único país do mundo verdadeiramente socialista, e está mostrando
que é possível resistir ao império com a dignidade e a força do seu povo. Os companheiros
cubanos são todos nossos irmãos”, afirmou.
Socialismo - Luis Molina, subdiretor de Assuntos Consulares da Embaixada de Cuba, criticou
a cobertura das corporações de mídia. “CNN, Reuters, AP e demais transnacionais
da informação trabalham tão sutilmente, tão cotidianamente, que as manipulações
contra Cuba passam despercebidas”. Molina também disse que “o socialismo abre a possibilidade
para que todos sejam iguais, mas também para que todos sejam diferentes. Que todos tenham acesso ao
básico para que desenvolvam suas potencialidades”.
Uma das perguntas apresentada a Luis Molina veio de um professor cubano que trabalha na Universidade Estadual
do Norte Fluminense, em Campos dos Goitacazes, região norte do Estado do Rio. Ele disse que sofreu
um choque cultural quando visitou Cuba pela última vez. “Os jovens de agora desejam artigos de
empresas multinacionais, antes não era assim”. Molina ressaltou que esse é um problema
real, mas que aconteceu devido à necessidade de atrair dólares para o país.
Essa e outras questões foram tratadas no sábado à tarde e no domingo pelas comissões
de trabalho. Durante o evento, ficou evidente que Cuba é um país que tem muitos problemas, como
qualquer outro. Muitos deles originados pelo bloqueio econômico imposto pelos EUA, que já causou
prejuízos à ilha da ordem de US$ 82 bilhões.
Nesse sentido, os brasileiros solidários a Cuba vêem com bons olhos o surgimento da Associação
Nacional dos Cubanos Residentes no Brasil (Ancreb). Seus objetivos fundamentais são: fortalecer os
laços culturais e comunitários e os sentimentos de solidariedade com o povo cubano e entre os
cubanos residentes no Brasil; aprofundar e ampliar os laços de amizade e cooperação entre
os povos e governos de Brasil e Cuba; promover, divulgar e difundir a cultura cubana; desenvolver e preservar
as raízes culturais e da comunidade cubana residente no Brasil, além de promover a realização
de seminários, simpósios, cursos, conferências, concursos e workshops, entre outros eventos
para divulgar e propagar os valores nacionais cubanos e brasileiros.
|
 |
 |
 |
|
 |
Greve no Ibama
O meio ambiente não pode ser fragmentado. Com esse lema os servidores do Ibama entraram em greve e foram
às ruas protestar contra a Medida Provisória 366/07, que divide o órgão em dois – um para licenciamentos
e outro para conservação. Jonas Corrêa, presidente da Associação dos Servidores do Ibama, acredita que a
mudança acontece devido a pressões de corporações como Norberto Odebrecht, que investiram pesado em obras
contando com a aprovação do órgão, mesmo que o projeto fosse irregular. Além da greve, a medida gerou desconforto
no alto escalão do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Seu secretário-executivo, Cláudio Langone, foi afastado
sob acusações do Palácio do Planalto de ser um dos responsáveis pelo atraso na liberação de licenças ambientais
das obras relacionadas ao Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC. Nesse momento em que o mundo discute
aquecimento global, efeito estufa e outras tragédias causadas pelo aprofundamento do neoliberalismo, o governo
brasileiro precisa deixar claro o que pretende com a divisão do Ibama. Na opinião da ministra Marina Silva
(MMA), a divisão fortalece a estrutura do órgão.
80 anos de luta
Amigos, familiares, ex-clientes e principalmente os companheiros convidam para um jantar cívico em homenagem
a Modesto da Silveira, advogado reconhecido pela luta em defesa dos perseguidos políticos da Ditadura Civil-Militar
de 1964. A celebração será realizada no Salão Nobre da Ordem dos Advogados do Brasil, na quinta-feira, dia
31 de maio. O endereço é av. Marechal Câmara 150, 9º andar, centro do Rio de Janeiro. Os convites podem
ser adquiridos por R$ 25,00 com Vera, no Modecon, ou pelo telefone (21) 2262-5734.
|
 |
 |
|
|
 |
|
 |
| expediente • edição
1102 |
Secretaria de ADMINISTRAÇÃO E PATRIMÔNIO: Tânia,
Marcos Barbosa e Valdecir - Ramal 231. Secretaria de APOSENTADOS E PREVIDÊNCIA: Schopke,
Furtado e Mauricéia - R/202/238. Secretaria de ASSUNTOS JURÍDICOS: Laerte, José Maria
e José Roberto - R/218/219. Secretaria de FINANÇAS: Soriano, Renato e Carmen - R/203/227.
Secretaria GERAL: Emanuel, Joacir e Hélio - R/206. Secretaria de FORMAÇÃO SINDICAL:
Odilon(licenciado), Marcia e Figueiredo - R/205. Secretaria de SAÚDE E MEIO AMBIENTE:
Abílio, Hugo e Geraldo - R/222/236. Secretaria de IMPRENSA: Espinheira, Munhoz e Nilsinho
- R/207/237. . EDIÇÃO E REDAÇÃO: Claudia de Abreu (MTb-17081-RJ)
REDAÇÃO: Catia Lima (MTb 21.290-RJ) e Sandra Bonadeus (MTb 17475-RJ).
ESTAGIÁRIO: Bruno Zornitta. SECRETARIA: Maristela Posadasé.
PROJETO GRÁFICO e DIAGRAMAÇÃO: Cláudio Camilo (MTb 20.478).
ILUSTRAÇÃO: Luís Cláudio (Mega). FOTOS:
Samuel Tosta. IMPRESSÃO: Tipológica . TIRAGEM: 11.000
INTERNET: http://www.sindipetro.org.br
Email: sindipetro-rj@sindipetro.org.br
e imprensa@sindipetro.org.br
SEDE: Av. Passos, 34 - Centro, RJ Cep:
20051-040 TEL: (21)3852-0148 FAX: (21)2509-1523
SUBSEDES:
Angra dos Reis: Rua Itassucê, 157,
Jacuecanga, Angra dos Reis. CEP: 23905-000 Tel/Fax: (021)243361-2659
E-mail: sub-sede-angra@sindipetro.org.br
Niterói: Rua Doutor Fróes da Cruz,
126, Sala 3, Centro, Niterói. CEP: 24030-030 Tel/Fax: (021)3604-2059
Itaboraí: Rua Januário Caffaro,
Lote 27, Sala 101, Centro, Itaboraí. CEP: 24800-000
|
|
|