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GIRANDO PELA BASE
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Petros 2 é “crime contra aposentados” |
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Para Siqueira, déficits do plano BD são manipulados
O membro do Conselho Deliberativo da Petros Fernando Siqueira
apresentou nesta terça, dia 2, no auditório do Sindipetro-RJ,
uma palestra sobre o novo plano de previdência da Petrobrás,
o plano Petros 2. A palestra foi ministrada durante a reunião
dos aposentados do Sistema Petrobrás.
De acordo com Siqueira, não é verdade que o Plano
Petros BD está apresentando déficit, como sustenta
a empresa. “São déficits técnicos,
devido à manipulação de premissas”,
afirma. Siqueira, também diretor de Comunicação
da Associação dos Engenheiros da Petrobrás
(Aepet), afirma que o déficit do Fundo, que era de R$ 5
bilhões em 2004, passou a R$ 4,5 bilhões em dezembro
de 2005 e, em janeiro de 2006, foi calculado em R$ 3,7 bilhões.
“Não estão computando no cálculo
os rendimentos dos títulos que a Petros tem do governo.
Também não computaram o débito de 13 bilhões
que a Petrobrás deve à Petros. Na verdade, ao invés
de déficit, o fundo tem superávit”, afirmou.
O engenheiro também desmentiu o argumento de que, após
a aprovação da emenda Nº 20 da Constituição,
os déficits do fundo têm que ser divididos pelos
participantes. Ele afirma que a tese não se aplica, pois
os déficits são anteriores à emenda. Para
Siqueira, o novo plano é uma tentativa de acabar com os
direitos adquiridos. “Se a empresa não está
respeitando os contratos anteriores, quem garante que vai cumprir
agora?”, questionou.
O diretor do Sindipetro-RJ, Edison Munhoz Filho, diz que a empresa
fala agora em “repactuação” do artigo
41 do Plano Petros, o que significa, na verdade, a desvinculação
do salário dos aposentados ao dos trabalhadores da ativa.
“É um crime contra os aposentados, com a finalidade
de diminuir os salários”, diz Munhoz. Emanuel
Cancella, também diretor do Sindipetro-RJ, questionou o
Plano Petros 2: “Se a proposta é tão boa,
por que a Petrobrás está oferecendo dinheiro para
que os petroleiros troquem de plano? Será que eles querem
comprar consciências?”. Munhoz lembrou também
que, com a desvinculação, os aposentados ficarão
de fora do índice que o Acordo Coletivo estabelece para
reposição salarial. “E como fica a AMS?”,
questiona o diretor.
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Ex-pedevista na diretoria da Petrobrás |
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Dos 3.997 trabalhadores da Petrobrás que aderiram ao Plano
de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV
ou PDV), entre 1996 e 1999, pelo menos um foi contratado de volta.
Almir Guilherme Barbassa, ex-gerente financeiro da Braspetro,
saiu da Baspetro no PDV em 1999 e no mesmo ano foi contratado
pela Petrobrás para o cargo de gerente executivo de Finanças.
A sua saída e retorno se deram de forma irregular. Hoje,
ele é diretor financeiro da Petrobrás.
Apesar de o sindicato não ter nenhuma informação
de que a empresa esteja voltando com os pedevistas, o caso do
diretor Almir Barbassa causa espanto. Até porque, em 2002,
o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou um relatório
de auditoria sobre os “atos e conseqüentes fatos
de gestão praticados no período de janeiro a dezembro
de 2001”, identificando tal irregularidade e pedindo
providências.
No relatório (Processo n° 10768.004274/2002-20),
o TCU determinava a adoção das seguintes medidas;
“a) que não autorize a saída em Programas
de Demissão Voluntária de empregados que desempenhem
funções estratégicas e/ou imprescindíveis
às atividades da empresa; b) quanto ao Conselho Fiscal
da Braspetro, que exerça suas atribuições
e competência legais (arts. 163 e 165 da lei 6.404/76) e
estatutárias, não se limitando apenas à apreciação
das demonstrações Contábeis (Rel. Gestão
– subitem 1.2.1. – Atuação do Conselho
Fiscal)”
O relatório cita, ainda o caso específico do executivo;
“Com relação à contratação
de empregados que saíram em PDV, constatamos que o Sr.
Almir Guilherme Barbassa, ex-gerente financeiro da Braspetro,
saiu no PIDV de 1999 e no mesmo ano foi contratado pela Petrobrás
para o exercício do cargo de gerente Executivo de Finanças”.
De acordo com o documento do TCU, a empresa se justificou: “A
diretoria da entidade informou que a empresa está envidando
esforços no sentido de eliminar tal prática”.
Em seguida, o TCU recomenda “que a direção
da Braspetro envide esforços no sentido de cumprir as determinações
do Tribunal de Contas da União”. Mas, passados
sete anos, nada mudou.
O Sindipetro-RJ já foi procurado por vários companheiros
pedevistas da Petrobrás pedindo apoio para retornar à
empresa. É importante lembrar que, na época, o sindicato
recomendou aos trabalhadores que não aceitassem o PDV,
pois as aposentadorias precoces eram uma forma de esvaziar os
quadros técnicos da empresa e facilitar o processo de privatização.
Qualquer discussão para retorno desses trabalhadores passa
pela garantia de que eles devolvam à empresa o valor integral
recebido a título de incentivo à demissão,
como forma de autocrítica.
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Caparaó: Resistência à ditadura
é lembrada no Sindicato |
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Sem pretensão de ser uma guerrilha, mas sim um foco de
resistência com objetivo de propagar a idéia e estimular
um movimento urbano contra o regime militar, a Guerrilha de Caparaó
teve papel importnte na história política do país.
Ó que se conclui ao assistir ao documentário Caparaó,
de Flávio Frederico. O filme foi o vencedor do 11º
Festival “É tudo verdade – Festival Internacional
de Documentários”, na categoria longas e médias
da competição brasileira, foi exibido no Sindipetro-RJ,
na última quinta, dia 27, no Projeto Cinema no Sindicato.
Após a exibição, participaram de debate sobre
o tema Daltro Jacques D`Ornellas, um dos guerrilheiros, e a historiadora
e professora de História Esther Kuperman.
Segundo D´Ornellas o objetivo não era ser uma guerrilha,
e sim de ser um foco para propagar a notícia de que havia
um grupo de resistência. “Isso estimularia as
ações na cidade. Seríamos propagandistas
de um movimento que estaria na cidade, que de fato acabou acontecendo
em 1968. A idéia era exatamente essa”, explica.
Ele reconhece que o erro foi não ter havido uma inserção
no movimento popular da região de Caparaó, naquela
época.
Na opinião do ex-guerrilheiro, se o grupo tivesse obtido
sucesso na missão, a situação no Brasil hoje
seria bem diferente: “Não teríamos essa dívida
externa, possivelmente estaríamos numa condição
bem melhor do ponto de vista social, porque queríamos reformas
de base - agrária, urbana, etc. – investimentos em
educação, saúde, saneamento. Seríamos
a metade de uma China. Pelo menos, teríamos uma condição
equivalente à China”, analisa.
Para Esther, o pessoal de Caparaó não foi derrotado.
“Assim como em 64 também não fomos derrotados.
Eu acho que toda a esquerda que veio depois de Caparaó
aprendeu com isso a necessidade de propagar as idéias,
de ganhar a opinião pública. Temos que pensar novas
formas de transmissão e realização das idéias”,
enfatizou. Esther é mestre em História do Brasil
pela UFRJ e doutoranda em Ciências Sociais pela UERJ, e
defendeu, em 1992, a dissertação de mestrado “A
Guerrilha de Caparaó 1966-1967: um ensaio de resistência”.

Daltro Jacques D`Ornellas e Esther Kuperman.
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SETOR PRIVADO |
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Manguinhos:
Discussão do ACT tem início |
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As concentrações na porta da empresa continuam sendo
realizadas sempre às quartas-feiras ao meio-dia. Ontem,
dia 3, apesar da pouca presença em frente à Refinaria,
foi realizado mais um encontro para discutir o melhor caminho
para o próximo Acordo Coletivo de Trabalho. É importante
a participação da categoria, principalmente neste
mês de data-base. Em breve será convocada assembléia.
Sem resposta - A direção da Refinaria
de Manguinhos ainda não respondeu a carta enviada pelo
Sindipetro-RJ, no dia 17 de abril e protocolada no dia 26 de abril
deste ano, endereçada ao gerente Administrativo e Financeiro,
Cícero Ivan do Vale, ao diretor de Assuntos Corporativos,
Marcos Vasconcellos, e ao diretor de Operações Industriais,
Fernando César Barbosa. No documento, o Sindicato solicita
informações sobre a atual situação
da empresa e pede a retomada das negociações do
Acordo Coletivo 2005/2006. A data-base dos trabalhadores é
1o maio. |
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Prosint:
Assembléia quinta, dia 11, às 12h |
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O Sindipetro-RJ convoca os trabalhadores da Prosint para assembléia
na próxima quinta feira, dia 11, às 12h, na porta
da empresa, para organizar a Campanha Reivindicatória 2006/2007.
É importante a participação de todos na elaboração
das propostas que farão parte da Pauta de Reivindicações
a ser encaminhada à direção da empresa. Também
estão na pauta o reconhecimento da Comissão de Base,
estudo final sobre a viabilidade de concessão da cesta
básica, avaliação e proposta da empresa sobre
as negociações em torno da Participação
dos Lucros (PL) e eleição dos representantes da
Comissão de Base para acompanhar as negociações.
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Hanover:
Negociação avança |
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Na reunião realizada terça-feira, dia 2 de maio,
entre a Hanover do Brasil, a FUP e o Sindipetro-RJ, foram negociados
itens que estavam pendentes, como implantação da
quinta turma, horas extras e prazo para entrega da CAT (Comunicação
de Acidente de Trabalho). A Hanover comprometeu-se a apresentar
nova proposta até o final desta semana. Logo a seguir,
o Sindicato vai convocar nova assembléia. Este Acordo,
que está em vias de ser concluído, é retroativo
a setembro de 2005. A data-base dos é 1º de setembro,
mas o ACT 2005/2006 não foi fechado devido a pendências
não resolvidas. A empresa demonstrou interesse em negociar
a implantação da quinta turma no próximo
ACT.
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Koch:
Assembléia terça, dia 9, às 18h |
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O Sindipetro-RJ convoca os trabalhadores da Koch para assembléia
nesta terça-feira, dia 9 de maio, às 18h, na sede
do Sindicato. Em pauta avaliação do Acordo Coletivo
de Trabalho (ACT) anterior e aprovação da Pauta
de Reivindicações que deverá ser apresentada
às empresas para início das negociações
do ACT 2006/2007.
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Total, Devon, KerrMcGee,
Maersk e Coplex:
Assembléia também no dia 9, às 18h |
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Os trabalhadores das empresas Total, Devon, KerrMcGee, Maersk
e Coplex têm assembléia nesta terça-feira,
dia 9, às 18h, na sede do Sindipetro-RJ. Na pauta estão:
avaliação do Acordo Coletivo anterior e aprovação
da Pauta de Reivindicações que será apresentada
às empresas para terem início as negociações
do Acordo Coletivo de Trabalho 2006/2007. A data-base é
1o de maio. É importante a participação de
todos.
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FIQUE LIGADO
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CIPA
Edita adiada
O período de eleição da Cipa do Edita
foi prorrogado até o dia 12 de maio, sexta-feira. O prazo
teve que ser estendido porque a votação não
atingiu quorum mínimo.
Cipa
RB1 toma posse
Os membros da Cipa RB1 tomaram posse ontem, dia 3. A presidente
é Luciana Miranda Castellano e o vice, eleito pelos trabalhadores,
é Carlos Josué Guerra do Vale. O Sindipetro-RJ
esteve presente na cerimônia.
Sindicato
defende Petros BD na CNQ-CUT
O Plano Petros BD (Benefício Definido) e a criação
de uma previdência pública universal foram defendidos
pelo Sindipetro-RJ durante a terceira plenária da CNQ-CUT,
realizada de 26 a 28 de abril, em São Sebastião,
São Paulo. Também foram debatidos a reorganização
do ramo químico e o plano de ação para
o último ano de mandato da atual direção.
Um ato em memória às vítimas de acidentes
de trabalho foi realizado no último dia da plenária.
O ramo químico é o que tem o maior índice
de acidentes de trabalho.
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Agenda das Cipas |
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TRANSPETRO SEDE
HOJE, dia 04 de maio, quinta-feira, às 14h30
EDIHB
dia 09 de maio, terça-feira, às 10h
CENPES
dia 10 de maio, quarta-feira, às 9h
EDISE
dia 10 de maio, quarta-feira, às 14h
TRANSPETRO ILHAS
dia 11 de maio, quinta-feira, às 9h
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