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Mais
três petroleiros mortos na Petrobrás
As
condições precárias de trabalho e segurança
na Petrobrás continuam gerando acidentes de trabalho, muitos
deles fatais. Só este ano, a FUP e os sindicatos já
registraram oito mortes em unidades de trabalho da Petrobrás,
todas envolvendo petroleiros de empresas terceirizadas.
Três destas mortes ocorreram nesta última semana. No
domingo (25/08), o lixador Gilberto Afonso da Silva, 38 anos, morreu
soterrado, quando realizava uma operação de troca de
tubulação no oleoduto que liga a Refinaria Vale do Paraíba
(REVAP) ao Terminal de Guarulhos.
Nos últimos seis dias, outros dois petroleiros de empresas
terceirizadas também foram vítimas de acidentes fatais
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na Petrobrás.
Na quarta-feira passada (21/08), o engenheiro naval Roberto Sperza,
da Technimar Serviços, que prestava serviço como inspetor
de barcaça para a Petrobrás no Porto de Santos, caiu
de uma altura de 12 metros, quando fazia a fiscalização
de transferência de óleo de uma barcaça da Transpetro
para um navio aportado no local.
Já no Rio Grande do Norte, outro acidente, no dia 20/08,
causou a morte do petroleiro Ednaldo Gomes, da SOTEP, uma das principais
prestadoras de serviço da Petrobrás na área
de perfuração de poços de produção
terrestre. O petroleiro foi vítima de acidente, quando conduzia
uma carreta da empresa.
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| Em cada 10
petroleiros mortos, 8 são terceirizados - A terceirização
é uma das principais causas de acidentes na Petrobrás.
Desde 1998, 112 petroleiros morreram. Destes, 85 eram de empresas
terceirizadas. Apesar do absurdo desta situação, a direção
da Petrobrás nada vem fazendo para acabar com as discriminações
que existem entre os petroleiros próprios da empresa e os que
trabalham para as empresas contratadas. Além de não
terem os mesmos direitos trabalhistas, os petroleiros terceirizados
também não têm acesso a programas de qualificação
e treinamento. Por isso, as principais bandeiras de luta da FUP e
dos sindicatos nas campanhas reivindicatórias da categoria
têm como eixos melhores condições de trabalho
e segurança. |
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M
A N G U I N H O S
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Assembléia
desta quarta transferida para Refinaria
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| Os
petroleiros de Manguinhos continuam mobilizados para o ACT 2002/2003
e pela garantia da manutenção dos direitos conquistados.
A redação do ACT apresentada pela Refinaria foi rejeitada
na última assembléia por não explicitar direitos
já conquistados em acordos anteriores. O Sindipetro-RJ e a
Comissão |
de
Base sistematizaram os pontos que não foram contemplados e
estarão enviando à empresa ainda hoje. Como ainda não
teremos a nova redação para o ACT para ser votada, a
assembléia desta quarta (divulgada anteriormente para a sede
do sindicato), será realizada na porta da Refinaria, ao meio-dia.
Fique atento e participe! |
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Lançamento
do livro de Vito Giannotti
“Força Sindical: a Central Neoliberal -De Medeiros
a Paulinho”
Nesta quarta, dia 28/8, às 19h, na livraria
do Museu da República. (Rua do Catete, nº 153)
Na
verdade são dois livros em um. A primeira parte deste trabalho
de Giannotti é uma edição revisada e atualizada
do livro Medeiros Visto de Perto, lançado em
1994 pela editora Brasil Urgente.
A segunda parte é inédita e revela a continuação
da história da Força Sindical: do seu nascimento e
construção até o 1o de maio de 2002. Neste
novo trabalho, Vito Giannotti, um especialista em comunicação
dos trabalhadores, mostra como a Força Sindical é
resultado de uma simbiose entre o ideário neoliberal das
eras Collor e FHC e o velho peleguismo herdeiro da estrutura sindical
getulista. Foi justamente esta prática que rendeu à
Força a pecha de Farsa Sindical.
O Sindipetro-RJ está apoiando a edição do livro
e convida a todos para o lançamento nesta quarta. Na ocasião,
haverá debate com o autor, com a professora do curso de história
da UFF, Virgínia Fontes e com o diretor da Federação
dos Engenheiros (Fisenge), Agamenon de Oliveira.
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