|

| A
Unidade de Negócios da Bacia de Campos (UN-BC)
estará em festa, hoje, comemorando 25 anos de existência.
Para marcar a data, o presidente da Petrobrás, Francisco Gros,
inaugura às 14h30, monumento na sede da empresa em Macaé.
Para Gros, tudo é festa. Principalmente agora que a Petrobrás
acaba de descobrir mais um campo gigante na Bacia de Campos, com reserva
estimada em 600 milhões de barris. Mas será que só
|
existem razões
para comemorar?
Cinismo - para o Sindipetro NF, não há dúvidas
de que existem muitos aspectos positivos nestes anos de presença
da Petrobrás na região, com destaque para o gigantesco
impulso que a Bacia deu na produção nacional de petróleo
e os empregos que a atividade gerou. No entanto, datas especiais
também são propícias para reflexões
e autocríticas.
|
|
|
|
Segundo o Sindipetro-NF,
não é possível desconsiderar os graves problemas
ambientais provocados pela exploração de petróleo
nem as inúmeras tragédias que mataram dezenas de trabalhadores
nestes anos. Somente de 1998 a 2001, 48 petroleiros morreram em
acidentes de
trabalho na Bacia de Campos, em sua maioria empregados de empresas
terceirizadas. Sem falar no acidente de Enchova, ocorrido no dia
16 de agosto de 1984 quando 37 trabalhadores morreram. Comemorar
aniversários sem lembrar nossos mortos é cinismo.
Por isso, fazemos questão de, no próximo dia 16, marcar
a passagem dos 18 anos do acidente de Enchova, por exemplo,
disse Fernando Carvalho, coordenador do Sindipetro-NF e diretor
da FUP.
|
|
Bacia
de Campos
48 mortos em 4 anos
1998
- 9 terceirizados e 2 efetivos
1999
- 10 terceirizados e 2 efetivos
2000
- 1 terceirizado e 8 efetivos
2001
- 5 terceirizados e 11 efetivos
|
|