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BASE DE ALCÂNTARA
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O representante da Federación de Trabajadores de la Energia de la República Argentina (Fetera), Aldo Fosatti, participou de todo VIII Confup fornecendo informações sobre a crise na Argentina. Aldo tem 63 anos e por 38 anos trabalhou na YPF como técnico industrial. Aposentado há oito anos, ele é um dos integrantes do Movimento Oronegro pela reestatização da YPF, privatizada em 1994.
Em 1989, Menem implantou a lei federal de privatização de todas as empresas de energia, da indústria de carvão e de transportes. A primeira fase desse processo começou com a abertura do capital acionário das empresas. Cinco anos depois, em 94, a YPF já privatizada, acabou com 35 mil postos de trabalho. Em 99, foi

totalmente vendida para a Repsol espanhola. A YPF tinha 40 mil trabalhadores e depois da privatização manteve apenas 5 mil efetivos. Atualmente são 20 mil trabalhadores entre terceirizados e contratados precariamente sem os mesmos direitos que os antigos trabalhadores tinham. Com pouco poder de reação, os sindicatos acabaram definhando. A YPF ainda estatal, supria o mercado interno argentino com petróleo refinado. Hoje, 90% do petróleo produzido é exportado bruto. O preço dos combustíveis foram aumentados exorbitantemente a ponto de prejudicar a agricultura, já que os preços
dos produtos segue o dos combustíveis. Com o mercado inflacionado, várias empresas quebraram. Na grande Buenos Aires moram cerca de 5 mil ex-trabalhadores da YPF. Sendo que cerca de 1.200 já morreram nos últimos dez anos. As causas são: suicídio, depressão, stress.
Aqui, os primeiros passos já foram dados com a quebra do monopólio do petróleo e todas as investidas para a privatização da Petrobras. Além disso, a mesma Repsol/YPF que demite 45 petroleiros em Manguinhos é a que detém 30% da Refap. A privatização que faz mal na Argentina também faz no Brasil. Lá como aqui, apenas a resistência pode impedir que os trabalhadores sejam tão massacrados como quer o neoliberalismo.
 
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11 a 17 DE JUNHO A 03 DE JULHO DE 2002
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