Vitória dos
trabalhadores da Interbrás
Coordenadora
do movimento enfarta durante audiência
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Após
uma luta de mais dez anos, que começou desde que foram pegos
de surpresa pela extinção da Interbrás, em
abril de 1990, os trabalhadores que acreditaram na mobilização
conseguiram a vitória. A Primeira Seção do
Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu os efeitos da
portaria interministerial do governo FHC que anulou a anistia de
servidores demitidos no governo Collor. O STJ concedeu a ordem ao
mandado impetrado por 323 funcionários da extinta Petrobras
Comércio Internacional S.A.- Interbrás, sociedade
de economia mista sob controle da União e subsidiária
da Petrobras. A Interbrás foi criada em 1976 para fazer operações
no comércio exterior.
Com a decisão eles foram reintegrados à Petrobras,
que absorveu as atividades da empresa extinta. Eles agora são
petroleiros. A coordenadora do movimento pela anistia, Maria Dilcineia
Vasconcelos Avelino, não aguentou a emoção
e enfartou na audiência do STJ. Ela foi direto para o Hospital
de Base, em Brasília, e foi internada por
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oito dias.
Agora, já no Rio, ela passa bem.
Acho que parte da luta foi armazenada no meu peito. Finalmente
conseguimos resgatar nossa dignidade apesar da soberba do Fernando
Henrique, que fez o que pôde para impedir nossa reintegração.,
analisa Dilcineia. Ela lembra que a batalha agora é fazer
com que a Petrobras acate imediatamente a decisão e convoque
os novos petroleiros.
Quando Itamar
Franco assumiu, após o impeachment, em 1992, anistiou as
demissões ocorridas no governo Collor, de março de
1990 a setembro de 1992. Mas a lei não contemplou muitos
trabalhadores da Interbrás vinculados a contratos que se
mantiveram em diversos países do mundo após essa data,
mesmo com a extinção da empresa. Uma nova lei de anistia
foi publicada em dezembro de 94, mas quando Fernando Henrique assumiu,
editou a portaria 116, de 20 de junho de 2000, para tornar sem efeito
as anistias.
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Capital
brasileiro X capital japonês
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A Refap/SA
anunciou a modernização de seu processo produtivo
com consequente ampliação dos atuais 138 mil barris/dia
de petróleo para 188,7 mil barris/dia. A refinaria gaúcha
recebeu financiamento do Japan Bank for International Cooperation
(JBIC), que em contrapartida exigiu a compra de serviços
e materiais no Japão, ou seja, a empresa gaúcha Refap,
que já tem parte do seu
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capital
em mãos estrangeiras (Repsol/YPF), vai creditar em instituições
japonesas o que gastar para realizar a obra, inclusive o custo da
mão-de-obra. O governo FHC e sua política de globa-lização
ignoram a possibilidade de usar o financiamento para alavancar nossa
economia, gerando empregos, apesar da Petrobras, dona de 70% da Refap/SA,
ser uma empresa ainda - brasileira. |
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PLR,
a novela continua
A Petrobras
não está fazendo o pagamento devido às pessoas
que se afastaram da empresa em 2001. A proporcionalidade deve ser
aplicada igualmente a todos que trabalharam em algum período
daquele ano, aposentados ou não.
Mas para quem trabalhou até agosto a Petrobras está
pagando proporcional a 3,3 salários e só para quem
trabalhou além de agosto está recebendo proporcional
a 5,3 salários. O Sindipetro-RJ aconselha os trabalhadores
que tenham saído em 2001 que recebam o que está sendo
oferecido pela empresa mas façam uma ressalva no recibo.
Os advogados do Sindicato estão à disposição
para esclarecer eventuais dúvidas.
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CUT
coordena
greve na GM
Diariamente os trabalhadores
da General Motors de Gravataí, RS, votam, em assembléia,
a permanência na greve que comecou no dia 2. A GM se recusa a negociar.
Desde o dia 5, a greve está sendo coordenada pela CUT porque a
empresa conseguiu uma liminar que impede o Sindicato dos Metalúrgicos
da Grande Porto Alegre e a Federação dos Metalúrgicos
do RS de se manifestarem nos portões da fábrica.
100%
de adesão
Os trabalhadores
estão em greve contra o descumprimento de leis e a flexibilização
de direitos. O estopim foi um desconto inexplicado que varia de R$ 150,00
a R$ 450,00, nos salários de junho. Outro fato também revoltou
os trabalhadores: a participação nos lucros e resultados
(PLR) que será paga em Gravataí, R$ 600,00, é muito
inferior ao que foi pago aos trabalhadores da montadora em São
José dos Campos (SP), R$ 1.400,00.
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