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BASE DE ALCÂNTARA

A atriz Cristina Pereira lê o Manifesto Em Defesa da Soberania do Brasil, no Teatro João Caetano.

Leia na pág. 4

 

 

É hora de organizar
a luta e de mudar este país

Dois encontros importantes para os petroleiros e petroquímicos acontecem na próxima semana

 

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Assembléia de Manguinhos é hoje, às 12 horas, na porta da Refinaria
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De que reação
precisamos?

Com o tema “Um novo Brasil é Urgente”, começa na quarta-feira (4) e segue até domingo (7), o VIII CONFUP. Cerca de 350 delegados, eleitos em vários estados, estarão reunidos para discutir, entre outras coisas, a campanha reivindicatória dos trabalhadores do Sistema Petrobras. É uma oportunidade para trabalhadores da ativa, aposentados, terceirizados, das subsidiárias e do setor privado construírem sua organização rumo ao contrato coletivo dos trabalhadores do setor petróleo.
Enquanto isso, recentemente, Francisco Gros afirmou, ao final de sua palestra para centenas de investidores estrangeiros, em Houston, (a meca da indústria de petróleo norte-americana) o seguinte: “A Petrobras está continuando a sua metamorfose de empresa estatal para uma companhia major de petróleo e gás, completamente privatizada e internacionalmente competitiva. Nosso desafio é administrar esta organização para o lucro.”
A certeza que Gros levou recentemente aos investidores estrangeiros, seguindo direitinho a cartilha neoliberal, já está sendo sentida há muito tempo pelos petroleiros. Importantes direitos conquistados à duras penas vêm sendo atacados - gerando discriminações de todo o tipo - além do acúmulo de perdas salariais, do aumento da terceirização, da precarização e da insegurança no tra-balho. No dia 21 de junho, Jorge Luiz Brisiguine, 60 anos, chefe de convés do navio sonda da Transocean, morreu no NS-16, no campo de Caratinga, na Bacia de Campos. É o terceiro acidente fatal na Petrobras só este ano.
A política neoliberal também aumenta, cada vez mais, a intransigência dos patrões. Em Manguinhos, por exemplo, assim como a direção da Petrobras fez com a PLR, a ordem é estabelecer o impasse. A direção da Refinaria sequer assinou oTermo de Manutenção da Data-Base, que garante a data-base em 1o de maio e os direitos do atual acordo durante as negociações.
Tudo isso dá a tônica da importância desse Congresso. Para enfrentar todos esses ataques dos patrões e do governo, os petroleiros prtecisam de uma única coisa: reagir para garantir nossos direitos e também para mudar este país. E, com certeza, não é de qualquer reação que precisamos. É de uma reação feita com união, organização, enfrentamento e luta, muita luta!

 
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27 DE JUNHO A 03 DE JULHO DE 2002
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