|
De
que reação
precisamos?
Com o tema Um novo
Brasil é Urgente, começa na quarta-feira
(4) e segue até domingo (7), o VIII CONFUP. Cerca de
350 delegados, eleitos em vários estados, estarão
reunidos para discutir, entre outras coisas, a campanha reivindicatória
dos trabalhadores do Sistema Petrobras. É uma oportunidade
para trabalhadores da ativa, aposentados, terceirizados, das
subsidiárias e do setor privado construírem
sua organização rumo ao contrato coletivo dos
trabalhadores do setor petróleo.
Enquanto isso, recentemente, Francisco Gros afirmou, ao final
de sua palestra para centenas de investidores estrangeiros,
em Houston, (a meca da indústria de petróleo
norte-americana) o seguinte: A Petrobras está
continuando a sua metamorfose de empresa estatal para uma
companhia major de petróleo e gás, completamente
privatizada e internacionalmente competitiva. Nosso desafio
é administrar esta organização para o
lucro.
A certeza que Gros levou recentemente aos investidores estrangeiros,
seguindo direitinho a cartilha neoliberal, já está
sendo sentida há muito tempo pelos petroleiros. Importantes
direitos conquistados à duras penas vêm sendo
atacados - gerando discriminações de todo o
tipo - além do acúmulo de perdas salariais,
do aumento da terceirização, da precarização
e da insegurança no tra-balho. No dia 21 de junho,
Jorge Luiz Brisiguine, 60 anos, chefe de convés do
navio sonda da Transocean, morreu no NS-16, no campo de Caratinga,
na Bacia de Campos. É o terceiro acidente fatal na
Petrobras só este ano.
A política neoliberal também aumenta, cada vez
mais, a intransigência dos patrões. Em Manguinhos,
por exemplo, assim como a direção da Petrobras
fez com a PLR, a ordem é estabelecer o impasse. A direção
da Refinaria sequer assinou oTermo de Manutenção
da Data-Base, que garante a data-base em 1o de maio e os direitos
do atual acordo durante as negociações.
Tudo isso dá a tônica da importância desse
Congresso. Para enfrentar todos esses ataques dos patrões
e do governo, os petroleiros prtecisam de uma única
coisa: reagir para garantir nossos direitos e também
para mudar este país. E, com certeza, não é
de qualquer reação que precisamos. É
de uma reação feita com união, organização,
enfrentamento e luta, muita luta!
|