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Hoje
entregamos a vocês o novo Surgente, fruto já
de algumas mudanças implementadas pela nova diretoria
do Sindipetro-RJ que tomou posse na última sexta-feira,
31 de maio. Com este novo jornal, partilhamos com vocês
um pedaço de nosso sonho. Há tempos acumulávamos
o desejo de retomar o projeto (abandonado durante esses últimos
6 anos), de um jornal mais aberto, com entrevistas de intelectuais,
sindicalistas e artistas. Com gente que concorda e que discorda
de nós. E, por que não, um jornal mais bonito.
Aliás, esse era o desejo revelado pela categoria na
pesquisa sobre o Surgente realizada em 2000.
Concordamos
com o revolucionário italiano Antônio Gramsci.
Para ele, não adiantava ficar repetindo fórmulas
envelhecidas nem os mesmos jargões aparentemente radicais
mas na verdade, vazios. E não vos preocupeis, patrulheiros
de plantão: o verdadeiro radicalismo, o verdadeiro
ser revolucionário para Gramsci, estava
na capacidade de se renovar para enfrentar as novas tarefas,
estava na invenção de uma nova linguagem (adequada,
inclusive, às novas exigências de comunicação).
Estava também na capacidade de se fazer política
através da polêmica e do diálogo. Essa
é a tradição revolucionária que
fazemos questão de reafirmar. É por isso que
insistimos: um outro sindicato é mais que possível,
é urgente!
Entregar
esse jornal é, ainda, agradecer a todos os que votaram
nas eleições para o Sindipetro-RJ. Tanto em
uma chapa como em outra. Votar revela vontade política.
Nenhuma grande mudança histórica teria sido
possível sem que houvesse também uma grande
vontade política. É com esta vontade política
que contamos para enfrentar os ataques neoliberais, para defender
a Petrobras e todos os petroleiros e para continuar lutando
por um mundo sem fome, violência e miséria. É
com ela que contamos para enfrentar velhos e novos desafios
e para sonhar velhos e novos sonhos.
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