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Não
dá mais para adiar. Exigimos o atendimento imediato da PLR igual
a R$ 380 milhões, divididos linearmente entre todos os petroleiros
Na
negociação de ontem com o presidente da Petrobras,
Francisco Gros, a FUP e sindipetros comunicaram o resultado das
assembléias de petroleiros, que rejeitaram a contraproposta
da empresa, e cobraram o atendimento de nossa reivindicação:
pagamento dos R$ 380 milhões já provisionados pela
assembléia de acionistas, divididos linearmente entre todos
os petroleiros. Em resposta, Gros enrolou, dizendo que levará
nossa reivindicação para apreciação
do Conselho de Administração da empresa. Segundo ele,
a resposta aos sindicatos será dada no prazo máximo
de 48 horas.
Independente
das promessas de Gros, a mobilização da categoria
não pode parar. Vamos todos participar da operação
hora certa durante a semana. Queremos nossa PLR.
Acordo
de PLR tem que ser respeitado
Independente
de números, a direção da Petrobras está
desrespeitando o Acordo Coletivo quando propõe o desconto
da parcela de R$ 140 milhões paga aos petroleiros em novembro
de 2001. Na época foi definido que o pagamento seria feito
sem desconto. Nossa PLR tem que ser integral agora.
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Operação
hora certa continua hoje em todas as unidades
A
operação hora certa continuará sendo
realizada esta semana, diariamente, em todas as unidades da
Petrobras no país inteiro. Enquanto a direção
da Petrobras não atender às reivindicações
dos petroleiros para a PLR 2001, esta será a tônica
da categoria durante a campanha. Vamos novamente nos concentrar
hoje pela manhã em frente às unidades e depois
entraremos todos juntos. Participe. É importante mostrarmos
nossa insatisfação à direção
da empresa.
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Como
se sabe, em retaliação à vitória da
FUP e sindipetros contra o novo plano de benefícios, em fevereiro
a direção da Petros interrompeu arbitrariamente o
repasse das mensalidades dos aposentados sindicalizados para suas
respectivas entidades. Após liminares obtidas pela FUP e
sindipetros e pressões sobre o RH da Petrobras, em março
a direção da Petros voltou atrás.
O problema
é que, no dia 29 de março, a Petros enviou à
FUP e sindipetros uma proposta de Protocolo para, nas
palavras da Fundação, regular as relações
entre a Petros e os sindicatos, visando a operacionalização
dos descontos autorizados pelos participantes em favor dos mesmos.
Acontece que o protocolo é, na verdade, uma tentativa mal
disfarçada de interferência da Petros na independência
e autonomia sindicais dos petroleiros. Uma das condições
impostas pelo referido Protocolo aos sindicatos, por exemplo, é
a de que não participem de quaisquer manifestações
públicas, nem expressem ou subscrevam, por escrito ou verbalmente,
apoio a movimentos contrários aos interesses ou em prejuízo
da imagem da Petros. A Petros também propõe
que os sindicatos não dificultem, seja através
de palavras constrangedoras seja através de interposição
física, o acesso de empregados e assistidos às suas
instalações.
Resumindo,
a direção da Petros quer que os sindicatos renunciem
a seu legítimo direito de protestar e realizar manifestações
em defesa dos petroleiros aposentados e da ativa. O Protocolo é
inaceitável.
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