Informativo do Sindipetro-RJ - 21 de maio de 2002

 

Gros enrola e diz que levará PLR reivindicada pelos petroleiros ao Conselho de Administração da Petrobras

 

Não dá mais para adiar. Exigimos o atendimento imediato da PLR igual a R$ 380 milhões, divididos linearmente entre todos os petroleiros

Na negociação de ontem com o presidente da Petrobras, Francisco Gros, a FUP e sindipetros comunicaram o resultado das assembléias de petroleiros, que rejeitaram a contraproposta da empresa, e cobraram o atendimento de nossa reivindicação: pagamento dos R$ 380 milhões já provisionados pela assembléia de acionistas, divididos linearmente entre todos os petroleiros. Em resposta, Gros enrolou, dizendo que “levará” nossa reivindicação para apreciação do Conselho de Administração da empresa. Segundo ele, a resposta aos sindicatos será dada no prazo máximo de 48 horas.

Independente das promessas de Gros, a mobilização da categoria não pode parar. Vamos todos participar da operação hora certa durante a semana. Queremos nossa PLR.

Acordo de PLR tem que ser respeitado

Independente de números, a direção da Petrobras está desrespeitando o Acordo Coletivo quando propõe o desconto da parcela de R$ 140 milhões paga aos petroleiros em novembro de 2001. Na época foi definido que o pagamento seria feito sem desconto. Nossa PLR tem que ser integral agora.

Operação hora certa continua hoje em todas as unidades

A operação hora certa continuará sendo realizada esta semana, diariamente, em todas as unidades da Petrobras no país inteiro. Enquanto a direção da Petrobras não atender às reivindicações dos petroleiros para a PLR 2001, esta será a tônica da categoria durante a campanha. Vamos novamente nos concentrar hoje pela manhã em frente às unidades e depois entraremos todos juntos. Participe. É importante mostrarmos nossa insatisfação à direção da empresa.

 

Protocolo de relacionamento é um absurdo
Direção da Petros quer que sindipetros renunciem a seu direito de defender os petroleiros

 

Como se sabe, em retaliação à vitória da FUP e sindipetros contra o novo plano de benefícios, em fevereiro a direção da Petros interrompeu arbitrariamente o repasse das mensalidades dos aposentados sindicalizados para suas respectivas entidades. Após liminares obtidas pela FUP e sindipetros e pressões sobre o RH da Petrobras, em março a direção da Petros voltou atrás.

O problema é que, no dia 29 de março, a Petros enviou à FUP e sindipetros uma proposta de “Protocolo” para, nas palavras da Fundação, “regular as relações entre a Petros e os sindicatos, visando a operacionalização dos descontos autorizados pelos participantes em favor dos mesmos”. Acontece que o protocolo é, na verdade, uma tentativa mal disfarçada de interferência da Petros na independência e autonomia sindicais dos petroleiros. Uma das condições impostas pelo referido Protocolo aos sindicatos, por exemplo, é a de que “não participem de quaisquer manifestações públicas, nem expressem ou subscrevam, por escrito ou verbalmente, apoio a movimentos contrários aos interesses ou em prejuízo da imagem da Petros”. A Petros também propõe que os sindicatos “não dificultem, seja através de palavras constrangedoras seja através de interposição física, o acesso de empregados e assistidos às suas instalações”.

Resumindo, a direção da Petros quer que os sindicatos renunciem a seu legítimo direito de protestar e realizar manifestações em defesa dos petroleiros aposentados e da ativa. O Protocolo é inaceitável.

 

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