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Cerj privatizada deixa população do Estado do Rio às escuras
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| O governo
FHC e seu Ministro das Minas e Energia vêm fazendo
demagogia com os trabalhadores, ao defenderem que
as agências reguladoras pressionem as empresas
privatizadas para que estas cumpram os contratos de
concessão dos serviços. Ao invés de atacar o mal
pela raiz e re-estatizar as empresas privatizadas, FHC
permite que a iniciativa privada faça a população de
gato e sapato. O caso mais recente foi o da Companhia de
Eletricidade do Rio de Janeiro (Cerj), que deixou a
população do Estado do Rio às escuras. É um abuso. No sábado (26/2), o Ministro das Minas e |
Energia, Rodolpho Tourinho,
dizia-se "insatisfeito" com os serviços
prestados pela Cerj. Ele defendeu "mudanças"
no contrato de concessão da Com- panhia, em entrevista
ao jornal O Globo. Segundo o Ministério e a Secretaria
de Energia, da Indústria Naval e do Petróleo, a Cerj
não vem cumprindo as metas de universalização dos
serviços nos 66 muni- cípios que integram sua área de
concessão. Para a população, isso não é nenhuma novi- dade. Segundo pesquisa divulgada na imprensa dia 28/02, mais da metade dos cariocas avalia que os serviços de telefonia e energia pioraram de- pois das privatizações. |
Os brasileiros têm sido
vítimas de uma política sistemática de descaso das
diretorias das empresas privatizadas, com apoio do
governo Federal. A má qualidade dos serviços não é uma falha das empresas ou da fiscalização das agências reguladoras. É o resultado da própria essência das privati- zações, que não rimam com interesse público e servem apenas à lógica do descaso com a população. Uma lógica que demite trabalhadores em massa nas empresas privatizadas e aumenta tarifas sem cessar. Tudo com as bênçãos e o apoio velado do governo FHC. Como se vê, o discurso é um. Mas prática, outra. |
| Ex-Sinal Sindipetro-RJ e trabalhadores realizam ato em frente ao Edise, mas Petrobras não se posiciona |
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| Na última terça-feira, 29/2, os trabalhadores da Ex-Sinal (empresa de asseio e conservação) fizeram ato no Edise. A mani- festação teve por obje- tivo cobrar um posici- onamento da direção da Petrobras sobre o paga- mento dos salários de janeiro e fevereiro de 1998, além das verbas | de rescisão contratual com a empreiteira, até hoje não pagos.O di- nheiro já está deposi- tado em juízo as duas últimas faturas que a Petrobras deveria pagar à Ex-Sinal foram retidas pelo Tribunal de Justiça. No entanto, a direção da Petrobras continua recorrendo da decisão judicial, sob a alegação de que não | reconhece sua responsabilidade em pagar os trabalhadores da Ex-Sinal, já que a empreiteira não o fez. Desde quinta-feira passada (24/2), o Sindipetro-RJ enviou documento solicitando reunião com a direção da Petrobras, mas esta, até agora, não se pronunciou a respeito. |
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