Conselheiros da Petros denunciam:

Modificações nos estatutos da Fundação podem onerar os mantenedores no futuro
Os Conselheiros da Petros Wilson Santarosa e Ricardo Maranhão criticaram, esta semana, a proposta de modificação dos estatutos da Fundação, que a diretoria da Petros pretende implementar. Wilson Santarosa fez suas críticas durante palestra sobre o assunto, dia 29/02, no Sindipetro-RJ. E Ricardo Maranhão expôs sua opinião ao Surgente, ontem. Ambos afirmaram que as modificações propostas podem, em última instância, transferir, aos mantenedores, o ônus da adaptação dos estatutos da Petros à Lei do Fator Previdenciário, aprovada ano passado no Congresso Nacional.
Maranhão explicou que, pelos atuais critérios da Petros, com plano de benefício definido, todo mantenedor tem assegurado, na aposentadoria, 90% do seu salário de participação. “O problema — diz ele — é que a Lei do Fator Previdenciário vai diminuir o valor dos benefícios pagos pelo INSS a todos os futuros aposentados do país, o que significa que a Petros terá que suplementar uma parte maior para manter os vencimentos de seus mantenedores em 90% do salário de participação, caso sejam mantidos os critérios atuais”. Segundo Ricardo Maranhão, é para não assumir tal diferença que a direção da Petros quer modificar os estatutos da Fundação. “Uma das consequências das modificações pode ser a transferência do ônus aos mantenedores, o que é um absurdo”— diz.
Ricardo Maranhão finalizou dizendo que a Fundação não deveria fazer modificações estatutárias para se adaptar a uma lei como a do Fator Previdenciário, cuja constitucionalidade está sendo questi- onada no Supremo Tribunal Federal pelos partidos políticos de opo- sição ao governo.

GEBIG

Trabalhadores de empreiteiras participam da CIPA

A CIPA da Gebig pode ser considerada referência em termos de participação de trabalhadores de empreiteiras. Uma vez por mês, em suas reuniões ordinárias, os contratados, na maioria supervisores de área e vigilantes, participam como convidados e falam das necessidades dos trabalhadores e sobre segurança no trabalho.

A Comissão organiza ainda outros encontros.

Geralmente, às terças e quintas-feiras, a CIPAreúne-se, às 12h45, na oficina. São tratados exclusivamente os problemas de segurança verificados ao longo da semana.

Para observar os problemas, são escolhidos dois trabalhadores cuja função é fiscalizar a área. Constatada alguma insegurança, as informações são levadas para a reunião seguinte.

DTSE-Ilha

Petroleiros têm que receber extra pela limpeza na Baía

Os petroleiros do DTSE-Ilha que atuaram na limpeza de óleo e dejetos da Baía de Guanabara estão receosos. Há boatos de que a Petrobras só vai pagar até 100 horas- extras realizadas durante os serviços de limpeza, o que deixaria os petroleiros sem receber pelo trabalho realizado aos sábados/ domingos. Se for verdade, é um absurdo. O Sindipe- tro-RJ está fazendo um levanta- mento da situação nas demais unidades da empresa. Quem traba- lha tem que receber.

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